No além haverá lembranças do aquém?
Não podemos nos basear num simples hinário. A questão é saber o que a bíblia diz do assunto. Segundo a narrativa de Lucas 16.19-31, o Senhor Jesus, contando a história de dois homens, um rico e injusto, e o outro pobre, mas temente a Deus. Ambos partiram para o além, e o rico teve lembranças de seus cinco irmãos que ainda estavam na Terra. Teria sentido saudades deles? Ou sentido amor por eles para pedir permissão de voltar à Terra para falar-lhes do que lá, na perdição, existe? Segundo o ensino bíblico, inferno é a ausência total de bons sentimentos. Lá não existe companheirismo, solidariedade. Lá não se pode pedir ajuda ao companheiro, pois companheiro não existirá, todos serão pessoas necessitadas. Lá as orações não serão ouvidas. No Apocalipse 20.10 diz que “de dia e de noite serão atornentados para todo o sempre”.
Mas, voltando para Lucas 19, diz Abraão: “filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males, e agora ele é consolado e tu atormentado.” Abraão está tentando refrescar a memória do rico. Diante disso entendemos que no além, para os perdidos, haverá lembranças do passado, da vida aquém. As lembranças, quando boas, trazem ainda maior alegria, porém, quando más, pioram a situação, aumentam o sofrimento. No Apocalipse 9.10 diz que os que estavam debaixo do altar, os salvos que foram mortos por amor da palavra de Deus, perguntavam a Deus: “até quando não julgas e não vingas o nosso sangue?” Então haverá lembranças dos salvos e dos perdidos no além.
E quanto mais se lembrarem, os perdidos, maior será o seu sofrimento. Mas vão se lembrar de que? Certamente das muitas oportunidades de receberem a salvação, e deixaram para depois. Vão se lembrar dos momentos em que ouviam a pregação do evangelho de Jesus e se fizeram de indiferentes. Lembro-me de quando trabalhava num empório, da lamentação do chefe, pois quando o vendedor oferecia-lhe um produto, dizendo-lhe: “compre, porque vai haver uma grande alta no preço deste produto”, Mas o chefe não deu crédito. Porém, depois, começou a lamentar por ter deixado de ganhar quarenta milhões. Sua lamentação não resolvia o problema, pois oportunidade perdida, oportunidade perdida é. Muita gente procede exatamente assim, gente insensata que deixa para depois o que pode fazer hoje. No além vai haver lembranças do passado, e serão terríveis essas lembranças. E no Céu?
No Céu, todos se conhecerão e conhecerão a Cristo, e saberão que se lá chegaram foi pela graça e misericórdia de Deus. Eles vão se lembrar que vieram da terra e que foram salvos por causa do sacrifício vicário de Cristo (vicário ou substitutivo, de Jesus), feito por eles e por todos os que habitavam sobre a Terra. Diante do exposto, distinto leitor, por que protelar o assunto mais importante de todos os assuntos? Por que não abrir o coração para a palavra de Deus, que fala com tanta insistência, “filho meu, dá-me o teu coração”? Por que resistir à voz do Espírito Santo? Pois Ele diz no livro de Hebreus: “se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”, Hebreus 7.
É bem melhor estar no céu e se lembrar de ter aproveitado as boas oportunidades da salvação. A decisão é de cada um de nós. Aproveite a oportunidade. E Deus seja louvado por isso.
Pr. Timofei Diacov
Colaborador deste Portal
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