Do nada à lugar nenhum
Se você para e analisar cada uma das invenções que as pessoas convivem atualmente como se já fosse parte de suas histórias de vida, irá perceber que tudo é muito mais recente do que parece. Um dos primeiros carros da Mercedes-Benz, fabricado em 1900, atingia a incrível velocidade de 19 quilômetros por hora, com capacidade para duas pessoas, não é fantástico!
Quanto à tecnologia tem, de fato, contribuído para o conforto e bem estar de homens e mulheres em todo o mundo? Qual o limite entre a independência e dependência do avanço da ciência em todas as áreas? Por exemplo, o que você faria sem eletricidade hoje? O que faria sem telefone, ou sem computador? A primeira expressão diante dessas questões, normalmente é: “Deus me livre disso!” – Mas, como viveram as pessoas que não conviveram com esta tecnologia?
Pessoas que não tinham telefone, nem mesmo fixo, se deslocavam até a casa dos amigos com quem queriam falar. Às vezes, levavam um bolo de fubá com erva-doce que era recebido com café ou chá e, assim, colocavam a conversa em dia. A comunhão e a fraternidade eram sempre presentes; tudo acontecia no tempo certo. Hoje, muitas vezes, as pessoas não têm tempo nem para pegar o telefone para falar com um amigo. A impessoalidade é agravada pela distância; e pense que a invenção teve o pressuposto de encurtar estas distâncias.
Todos correm demais têm tarefas demais têm atividades demais e antes de chegar em casa já ligam do celular pedindo que se prepare o lanche da noite que comerá vendo as notícias do dia para “otimizar” o tempo preparando-se para o amanhã (tudo assim sem vírgula mesmo para não perder tempo). Estão correndo para onde mesmo? Não importa. É preciso apenas não parar! Se os objetivos se perdem pelo caminho, não faz diferença, a atividade supera a falta de objetivo. Correm do nada à lugar nenhum!
O cristianismo anda mesmo da contramão do mundo. Os cristãos devem promover tempo de qualidade com sua família, amigos, parentes e irmãos em Cristo, com o propósito definido segundo a Palavra de Deus: “Amar uns aos outros”(João 13.34). No livro do profeta Daniel 12.4 lê-se a profecia: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. – Hoje vemos isto acontecer ao nosso redor, mas, como cristãos não precisamos correr, pois já caminhamos para a vida eterna com Deus.
Pr. Ivan Fidelis dos Santos
ivan@ibcambui.org.br
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