Deus confia em você
A desconfiança entre seres humanos tem aumentado tanto, que muitos preferem a companhia de um gato, cachorro, pássaro e tantos outros animais.
A confiança foi abalada ainda no Édem, quando o pecado entrou no mundo. A mulher confiou na serpente, o homem confiou na mulher, todos desconfiaram de Deus, e de lá para cá, vivemos desconfiando de todos e até de Deus. O tripé da confiança é a verdade, humildade e respeito, porém o pecado corrompeu essa estrutura mental e desde cedo, nossa natureza pecadora nos estimula escolher os “pilares podres” da mentira, hipocrisia e imoralidade como base da confiança. O melhor resultado disso são pessoas vivendo fisicamente próximas, mas que desconfiam até da própria sombra.
Por causa do pecado, as palavras deixaram de ser fator que garanta a confiança dos outros sobre nós. Percebemos que muitos pais duvidam da sinceridade dos filhos que namoram, porque o respeito no namoro deu lugar à imoralidade. Hoje, dizer “eu te amo” sem sexo, é motivo de desconfiança ou fim do namoro.
A verdade na política deu lugar à mentira. Político que diz “eu prometo”, com toda sinceridade, é interpretado como mentiroso. Ser sincero na política é motivo para o eleitor desconfiar. Infelizmente a mentira passou a ser o elo que une muitos políticos.
O respeito no casamento deu lugar à hipocrisia. O amor conjugal dura enquanto durar o dinheiro, a beleza estética, o prazer sexual, a sensualidade, a prosperidade, etc. Na falta dessas coisas, o casamento acaba. Pelo menos descobrimos que o motivo da união nunca foi o amor.
O próprio Deus alertou que quem confia cegamente nas pessoas atrai maldição (Jr.17.5). Mas o que fazer para sofrer menos? A melhor saída é pedir ajuda a Deus que conhece o coração de todos (Jr.17.10). Se todos parecem não merecer nossa confiança, e os relacionamentos sejam cada vez mais superficiais, vale a pena saber como Jesus Cristo agiu no meio de tanto engano e desconfiança.
Quando todos queriam apedrejar a mulher adúltera, Jesus perdoou seu pecado (Jo.8.10,11); quando Pedro pensava não ser mais apóstolo, Jesus o restaurou (Jo.21.15-17); quando o ex-endemoninhado quis deixar sua terra, Jesus o exortou a voltar e testemunhar o que Deus havia feito na sua vida (Mc.5.18,19); quando o Eunuco queria entender as Escrituras Sagradas, Deus enviou Filipe para ajudá-lo e batizá-lo (At.8.34-38).
Mesmo que o pecado aumente a desconfiança, a Bíblia nos ajuda construir relacionamentos significativos. Use o tempo como seu grande aliado. Nada melhor do que o tempo para conhecer os outros e sermos conhecidos. Quem tem pressa acaba não vendo o óbvio. Não coloque as mãos depressa demais sobre outros, para não ter que reconhecer no futuro, o quando estava errado (I Tm.5.22).
Observe o valor pessoal atribuído à Palavra de Deus. Foi o próprio Jesus quem disse que seus amigos seriam aqueles que obedecessem a vontade de Deus (Jo.15.14,15). Para saber se uma pessoa merece confiança, observe se ela vive de acordo com a Bíblia, pois Deus confia nos que Nele confiam.
Pr. Vilmar Paulichen
Pastor da Primeira Igreja Batista de Porto União-SC
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