Terra por terra, melhor do céu para a terra
Acaba de ser publicado o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A Europa está no topo da lista e a África Negra no fim. O primeiro país em qualidade de vida é a Noruega e o último é o Níger. Logo pensei em um missionário que sai do topo da lista para viver em algum país no fim dela. Certamente é uma prova de abnegação. Qualquer pessoa “normal” gostaria de fazer a mudança inversa. Mas há muita gente que abre mão de viver bem, em algum país do topo, para ajudar a melhorar a vida de pessoas esquecidas no chamado “terceiro mundo”.
Esse pensamento levou-me também a pensar que isso não é nada comparado ao que Jesus fez: “existindo em forma de Deus, não considerou o fato de ser igual a Deus algo em que se devesse apegar, mas, pelo contrário, esvaziou a Si mesmo, assumindo a forma de servo e fazendo-se semelhante aos homens.” Filipenses 2:6-7 Almeida séc. XXI
Jesus, de fato, provou o Seu amor por nós em sua atitude. Ele pagou um alto preço para desempenhar a sua missão. Foi por isso que C.T. Studd declarou: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu fizer por Ele pode ser grande demais“.
Por isso se alguém sai da Noruega para servir no Níger, não é por amor aos pobres, mas por amor Àquele que mais amou. Lembremo-nos de que embora a Europa esteja no topo da lista em qualidade de vida, não está mais emitindo a luz que recebeu de Deus nos dias após a Reforma Protestante. Está hoje como uma estrela que morreu cujo último raio de luz não deixou de ser visto por quem está sobre a terra. Por isso, não são só os pobres materiais que precisam de missionários a exemplo de Jesus, mas também os pobres espirituais que carecem da Sua luz.
Mas se alguém sai do seu país para fazer brilhar a luz de Jesus em outro, é preciso seguir o exemplo deste que veio do céu para a Terra. Ele se identificou e se integrou perfeitamente, salvo o pecado. Ele aprendeu pacientemente a língua no balbuciar de uma criança. Ele aprendeu como as mulheres cuidam de seus bebês sendo um e observando depois sua mãe com seus irmãos mais novos. Ele aprendeu todas as brincadeiras. Ele aprendeu a ler e a escrever. Ele falava fluentemente sem sotaque estrangeiro. Ele aprendeu todos os gestos de amizade e fraternidade entre o povo escolhido. Enfim, ele APRENDEU. (veja Hebreus 5:8)
Depois de aprender tudo isso, sendo sem pecado, Ele disse: “aprendei de mim”. O missionário que aprendeu bem a língua e a cultura está pronto para ensinar com a graça de Deus. Mais do que uma renúncia material é necessária uma empatia cultural.
Finalmente, penso que querer melhorar a qualidade de vida de qualquer outra pessoa é louvável. Seja para enriquecer a vida material ou espiritual, mas, principalmente, a vida espiritual. Porque Jesus veio para libertar do pecado. (veja João 1:29; 8:32,36)
Pr. Celso Fonseca
África Ocidental
fonseca111@gmail.com
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