O Dia do Senhor

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Tenho refletido acerca do tempo que passamos no templo, na Casa chamada Casa de oração. Como este tempo tem sido uma bênção! Domingos pela manhã e à noite têm sido um refrigério porque passamos debaixo da soberania de Deus e na companhia dos irmãos. Experimentamos uma comunhão dupla – com Deus e com o próximo. Mas o Dia do Senhor, chamado domingo, tem sido desprestigiado, relegado a um plano inferior. Administramos o Dia do Senhor à luz dos nossos interesses pessoais, dos nossos compromissos de agenda e do nosso entretenimento. É impressionante como temos secularizado o tempo que Deus nos dá. Sabemos que todos os dias não são nossos, mas do Senhor. Na pratica, não tem sido assim. Utilizamos o tempo como se fosse nosso. Há uma falta de temor muito grande.

Recordamos o tempo em que toda a família se dirigia com alegria para o templo do Senhor, no Dia do Senhor e com a Sua benção espiritual em Cristo Jesus. Havia expectativa nos encontros dos crentes. A alegria era a música das reuniões. A simplicidade era o caráter dos ajuntamentos santos. Um tempo de respeito pelo domingo. Não era custoso se reunir neste dia. Aliás, em nenhum dia. Havia deleite nos cultos. Vidas e mais vidas, quebrantadas, se entregavam a Jesus. Nos domingos à tarde tínhamos os cultos nas praças, os santos arrastões e os bate-papos saudáveis sempre no caráter de Jesus. Os líderes eram comprometidos com a seriedade do Dia do Senhor. Cultos santos onde o Espírito Santo agia com poder. Hoje, em muitas igrejas, não existe mais Escola Bíblica Dominical. As pessoas estão muito ‘cansadas’ para acordarem no domingo para irem à igreja, mas não cansadas para ficarem no sábado até tarde num aniversário, nos embalos com os amigos, no cinema ou num cine pipoca em casa.

O Dia do Senhor é algo muito sério. Deve ser vivido com prazer em Deus, nosso Pai. A nossa Declaração Doutrinária diz: “O domingo, Dia do Senhor, é o Dia do descanso cristão, satisfazendo plenamente a exigência divina e a necessidade humana de um dia em sete para o repouso do corpo e do espírito (Gn 2.3; Ex 20.8-11; 31.14-17; Is 58.13,14; Mt 12.12; Hb 4.4). Com o advento do cristianismo, o primeiro dia da semana passou a ser o Dia do Senhor, em virtude de haver Jesus ressuscitado nesse dia (João 20.1,19,26; At 20.7; Ap 1.10; 1 Co 16.1,2). Deve ser para os cristãos um dia de real repouso em que, pela frequência aos cultos nas igrejas e pelo maior tempo dedicado à oração, à leitura bíblica e outras atividades religiosas eles estarão se preparando para “aquele descanso que resta para o povo de Deus” (Hb 4.9-11; Ap 14.12,13). Nesse dia os cristãos devem abster-se de todo trabalho secular, excetuado aquele que seja imprescindível e indispensável à vida da comunidade. Devem também abster-se de recreações que desviem a atenção das atividades espirituais (Ex 31.15; Jr 17.21,22,27; Ez 22.8; Mt 12.12).”.

Como aprecio o salmista dizer de forma jubilosa: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor”. (Sl 122.1). Este é o espírito do nosso culto ao Senhor. É o nosso espírito submisso ao Espírito Santo nos motivando a servir ao Senhor com alegria no Seu Dia. O Senhor quer que valorizemos o Seu Dia. Que tenhamos alegria neste Dia. Que estejamos com os nossos amados irmãos no coração e no espírito experimentando a comunhão com o Senhor no Seu precioso Dia. Que todos os nossos alvos, nossas motivações, nossos compromissos e nosso trabalho encontrem descanso no Senhor para vivermos o Seu Dia com profunda alegria e simplicidade de coração! Glorifiquemos o Senhor no Seu Dia!

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

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