A escolha é nossa: graça ou desgraça?

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Arrependimento é graça. Autojustificação é desgraça.

Confiar na misericórdia de Deus é graça. Querer ser justo com os próprios esforços é desgraça.

Amor é graça. Legalismo é desgraça.

Boas obras por ser salvo é graça. Boas obras para ser salvo é desgraça.

Receber o perdão divino é graça. Carregar o fardo da culpa é desgraça. Estender a mão a quem cai é graça. Julgar aquele que caiu é desgraça.

Dividir e compartilhar é graça. Reter apenas para si é desgraça.

Comunhão é graça. Partidarismo é desgraça.

Alegrar-se com os que se alegram é graça. Inveja ou ciúme é desgraça.

Chorar com os que choram é graça. Ser insensível à dor alheia é desgraça.

Ficar ao lado de quem sofre, ainda que nada seja dito, é graça. Ficar ao lado de quem sofre para julgar, cobrar e condenar é desgraça.

Dar a outra face, deixar a capa junto com a túnica, andar a segunda milha é graça. Desejar vingança, pagar com a mesma moeda, retribuir o mal com o mal é desgraça.

Compreender e perdoar é graça. Ressentir-se e deixar a mágoa criar raízes é desgraça.

Fazer o bem ao que está faminto, sedento, doente, nu e preso, como quem faz a Jesus, é graça. Fazer o bem aos outros simplesmente para vangloriar-se é desgraça.

Aceitar a vocação de todo o povo de Deus, sem castas, hierarquias ou elites religiosas, é graça. Aceitar somente a vocação do clero, do sacerdócio ou do episcopado é desgraça.

Conhecer as Escrituras, mesmo sem muitas informações sobre as Escrituras, é graça. Acumular todas as informações sobre as Escrituras e nada saber das próprias Escrituras é desgraça.

Levar a Bíblia na mente, mesmo sem carregá-la debaixo do braço, é graça. Carregar a Bíblia debaixo do braço sem tê-la na mente é desgraça.

Entender o espírito da letra é graça. Ler apenas o que diz a letra é desgraça.

Servir ao Reino de Deus por amor a Deus é graça. Servir a Deus por qualquer outra razão é desgraça.

Amar a igreja do Senhor por amar ao Senhor da igreja é graça. Amar a igreja do Senhor sem amar o Senhor da igreja é idolatria, é formalidade religiosa, é desgraça.

Adorar com fé e obediência é graça. Adorar apenas para cumprir a liturgia fria e o ritualismo vazio é desgraça.

Orar e esperar a resposta de Deus, sabendo que do Pai Celestial sempre recebemos as melhores respostas, é graça. Orar e impor uma resposta a Deus é desgraça.

Dizimar ou ofertar a Deus com o coração agradecido é graça. Dizimar ou ofertar para barganhar com Deus é desgraça.

Usar os dons espirituais para abençoar os outros é graça. Usar os dons espirituais para autopromoção e autoexibição é desgraça.

Multiplicar os talentos para a edificação dos membros do Corpo de Cristo é graça. Enterrar os talentos para preservar vantagens e ganhos pessoais é desgraça.

Ser ministro de um projeto para a expansão do Reino de Deus é graça. Ser ministro de um projeto para a expansão do próprio reino é desgraça.

Pastorear o rebanho de Deus é graça. Manipular o rebanho de Deus é desgraça.

Pregar a Palavra de Deus é graça. Pregar as próprias palavras como se fossem Palavra de Deus é desgraça.

Chamar Deus de Pai e viver como filho do Pai é graça. Chamar Deus de Pai e viver como filho do Diabo é desgraça.

Chamar Jesus de Senhor e fazer a sua vontade é graça. Chamar Jesus de Senhor e desprezar a sua vontade é desgraça.

Reconhecer o erro e voltar atrás é graça. Querer estar sempre certo e nunca ceder é desgraça.

Quebrantar o coração é graça. Endurecer o coração é desgraça.

Voltar para casa, de coração contrito e quebrantado como o do filho pródigo, é graça. Permanecer na casa, com o coração orgulhoso e soberbo como o do filho mais velho, é desgraça.

Sinceridade com amor é graça. Sinceridade despeitada, espinhosa e cruel é desgraça.

Repreensão com amor é graça. Repreensão enraivecida e destemperada, que não passa de reação do orgulho ferido e da vaidade ofendida, é desgraça.

Indignação com firmeza e mansidão é graça. Indignação com violência e fúria é desgraça.

Renunciar a si mesmo, perder a própria vida e deixar o grão morrer na terra para que dê algum fruto é graça. Encher-se de si mesmo, salvar a própria vida e conservar o grão vivo na terra sem que haja qualquer fruto é desgraça.

Ser uma nova criatura em Cristo é graça. Continuar sendo a mesma criatura sem Cristo é desgraça.

Viver em Cristo, por Ele e para Ele, é graça, é sempre graça, é pura graça. Viver sem Cristo, longe e fora dEle, não é viver, é desgraça pura, não tem graça, não tem nenhuma graça.

O que, afinal, queremos ser?

Agraciados ou desgraçados?

Pr. Carlos Novaes
Pastor da Igreja Batista de Barão da Taquara – Rio de Janeiro-RJ
carlospnovaes@gmail.com

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