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Brasileiros atendem ao chamado de Deus e realizam missões em lugares áridos

Com as estatísticas e estudos provando que o Brasil passou a ser um ‘exportador’ de missionários cristãos para o mundo, é cada vez maior o número de ocorrências de missionários brasileiros atuando em diversos continentes.

“Sentimos um chamado de Deus para não viver nossas vidas, mas dedicá-las a ajudar o próximo”, explica Marcos Teixeira, de 36 anos, que está com a família em missão para evangelizar os povos de Moçambique, na África.

O fenômeno do crescimento de cristãos brasileiros que atuam no exterior anos foi publicado recentemente por Todd Jonhson, diretor do Centro de Estudos do Cristianismo Global da Universidade Gordon-Conwell.

Segundo Johnson, há uma tendência de fortalecimento do cristianismo no sul do planeta, enquanto a Europa caminha para a secularização.

Marcos e Patrícia Teixeira se conheceram em uma igreja evangélica no estado do Rio de Janeiro. Passaram a viver como missionários desde 2003. “Juntos amadurecemos nosso chamado (de vir para) a África”, explicou ele à BBC Brasil.

Segundo Teixeira, os locais onde serão realizadas as missões são decididos a partir de orações. É feito então um mapeamento do local e a partir disso são traçados planos de ajuda à comunidade local.

O casal já esteve na África do Sul e Bolívia, também levando o evangelismo. Em Moçambique, encaram a dura realidade de um país empobrecido e que vem sofrendo com as consequências de anos de guerra civil, terminada somente em 1992, com a assinatura de um acordo de paz.

As estatísticas demográficas do país revelam que mais de 50% da população vive em extrema pobreza. Já na questão da religião, mais de 50% é cristã, e cerca de 18% são muçulmanos.

Teixeira e sua família, apesar das dificuldades e dos recursos escassos, construiu uma escola para crianças de três a cinco anos e uma escolinha de futebol para meninos de 9 a 17 anos. Além disso, acompanham pacientes portadores de HIV, realidade frequente no país africano.

Eles têm o auxílio da Igreja Evangélica Congregacional de Bento Ribeiro (RJ), porém os recursos não são contínuos, e muitas vezes eles têm que utilizar dos próprios meios para manter os programas locais.

“Sem (apoio) contínuo, vivemos com muitas dificuldades, tiramos sustento do que a igreja nos dá para viver em Moçambique. Muitas vezes tiramos das nossas compras para suprir as necessidades dos nossos programas, porque a maioria das crianças (atendidas) só se alimentam das refeições que oferecemos.”

Entre as dificuldades enfrentadas no país estrangeiro, a família passou por roubos e invasões de sua residência. “Deu vontade de desistir, mas sempre sentíamos Deus nos fortalecendo”, confidenciou Marcos.

Apesar dos muitos percalços, ele diz que “a maior alegria é deixar (pessoas locais) qualificadas para desempenhar o papel que a gente se propôs a desenvolver.”

Isso envolve o treinamento de líderes locais em um processo de perpetuamento do trabalho evangelístico por meio do aproveitamento do potencial da própria população do país.

A família Teixeira planeja ficar por mais dois anos em Moçambique, promovendo a continuidade de seus projetos com o trabalho de lideranças locais previamente preparadas.


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