Seita alega ‘meditação profunda’ e justiça autoriza manter guru morto em freezer

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Um tribunal na Índia concedeu a permissão para que os seguidores de um guru preservem o corpo do líder espiritual em um freezer. Fundador do grupo Divya Jyoti Jagriti Sansthan (Missão de Acordar da Luz Divina, em tradução livre), Ashutosh Maharaj morreu em 2014. Mas os integrantes do secto juram que ele está apenas em “meditação profunda” e ainda vai voltar à vida.

Os seguidores de Maharaj mantêm seu corpo em um freezer comercial em Punjab desde que ele morreu. Dalip Kumar Jha, que se diz filho de Maharaj, enfrentou o grupo em uma batalha legal que durou três anos na Alta Corte de Haryana. O parente queria permissão para cremar o corpo do pai segundo o ritual hindu.

Pouco depois da morte de Maharaj, o porta-voz do guru Swami Vishalanand explicou à BBC que o grupo não acreditava na partida eterna do líder.

“Ele não está morto. A ciência médica não entende coisas assim. Nós vamos esperar e ver. Estamos confiantes de que ele vai voltar”, declarou, sob acusações do filho de que o grupo quer apenas manter o controle sobre as posses de Maharaj.

O juiz rejeitou o pedido de Jha e ordenou a parada do trâmite do processo que ordenava a cremação. O advogado do filho contou à AFP que não fica claro se o tribunal, com isso, concordou com o argumento do grupo de que o homem está vivo. Maharaj foi declarado morto por médicos antes da decisão.

Maharaj criou o grupo em Jalandhar, no começo dos anos 1980, para se dedicar à promoção da “paz global”. Ao longo do tempo, reuniu milhões de seguidores e amealhou um patrimônio milionário, com propriedades na Índia, nos Estados Unidos, na América do Sul, na Austrália, no Oriente Médico e na Europa.

Com informações do Jornal Extra

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