A influência do mordomo de Deus

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O homem é um ser social. Se deseja desenvolver sua personalidade, precisa viver em agrupamentos aos quais contribui e, dos quais, recebe benefícios para o seu dia a dia. Neste contexto social, os indivíduos exercem, uns sobre os outros, uma certa força que chamamos de influência e que por vezes é inconsciente; o que vem aumentar a responsabilidade daqueles que exercem influência no ambiente em que vivem. Disse Jesus: “Vocês são a luz do mundo. É impossível esconder uma cidade construída no alto de um monte. Não faz sentido acender uma lâmpada e depois colocá-la sob um cesto. Pelo contrário, ela é colocada num pedestal, de onde ilumina todos que estão na casa. Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu” (Mt 5.14-16).

Podemos comparar a influência com as ondas de um rádio. Cada pessoa possui, por assim dizes, um aparelho que é ao mesmo tempo transmissor e receptor de influência. Essas ondas de influência, invisíveis e imperceptíveis, cruzam a atmosfera social em que nos movemos; a cada momento, indivíduos vários estarão captando as ondas de nossa influência e irradiando ondas salutares ou prejudiciais – do momento em que iniciamos as nossas atividades diuturnas até que as terminemos.

Paulo fala sobre a potencialidade da influência, diz o apóstolo que ninguém pode eximir-se de exercê-la ou de sofrê-la: “Pois não vivemos nem morremos para nós mesmos. Se vivemos, é para honrar o Senhor. E, se morremos, é para honrar o Senhor. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14.7-8). Observe que a vida cristã é um poder incoercível para o bem dos homens e a glória de Deus.

Todos nós exercemos influência, uns mais outros menos, de acordo com o círculo de nossas relações. Quanto maior a nossa esfera de influência, tanto maior é a nossa responsabilidade. Quanto maior o âmbito de nossas relações, tanto maior é a nossa oportunidade de servir a Deus e ao próximo. Assim é que o crente deve procurar alongar o círculo de sua vida, para que dessa forma ele possa exercer sua influência iluminadora enquanto luz e preservadora enquanto sal, sobre o maior número possível de indivíduos.

O primeiro círculo de nossa influência é o lar, depois a igreja e, por fim, a sociedade, a escola e o local de trabalho. Em todos esses níveis o cristão é chamado para viver com amor e coerência, participar com cooperação, contribuir com liberalidade, servir com espírito de quem deseja ser útil, buscando sempre a edificação de todos e a salvação do maior número possível de pessoas. Afinal, nosso ideal constante é o de introduzir mais e mais do fermento do evangelho na massa da família, da igreja e da sociedade, para que tudo seja fermentado a ponto de se confundir com o reino dos céus (Mt 13.33).

Pr. Arildo Motta dos Reis Pessoa

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