Uma única porta

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“Então Jesus afirmou de novo: ‘Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem.’” (João 10.7-9)

Há algo inegociável na fé cristã: nossa submissão a Cristo! Na fé cristã, Cristo não é um coadjuvante e é mais que apenas o mais importante. Ele é tudo, é a própria razão da fé. Sem Ele não há cristianismo na fé. A fé cristã é a fé centrada em Cristo. Em Suas palavras, Ele é a porta! Todas as demais figuras espirituais estão niveladas abaixo de Cristo e não tem lugar com Cristo. Todos que sejam colocados ao lado de Cristo transformam-se em anticristos porque não há paridade entre Cristo e qualquer outro ser, por mais inspirador ou sábio aos nossos olhos. É aqui que muitos recuam da fé cristã, pois essa singularidade de Cristo, essa unicidade lhes parece exagerada. E no atual momento da sociedade ocidental, muito mais! Criamos um deus chamado pluralidade e achamos que ele cabe em tudo na vida. Mas não cabe.

A pluralidade nos ajuda em muitos aspectos. Ela é apropriada, importante e necessária. Ela nos ajuda a respeitar e nutrir menos preconceitos. Mas ela precisa ser equilibrada de alguma forma, para o nosso próprio bem. Todavia, parece ser irreversível a condição de que cada pessoa tem direito à sua verdade e a suas preferências e precisamos aprender a viver num mundo assim. Um certo desequilíbrio parece está posto, visto que ser contrário à pluralidade não parece ser aceito como uma verdade ou preferência a que alguém tenha direito. Mas, ainda que com ressalvas, tudo isso cabe no nosso mundo. Mas o Reino de Deus não é uma democracia. É um Reino em que o amor prevalece, mas em que há um Rei e Senhor. Cada vez mais estamos menos afeitos a essa perspectiva: de que haja uma Autoridade suprema para a vida.

Mas é assim a fé cristã. Nela Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ela anuncia que chegará o dia em que todo joelho se dobrará e toda língua admitirá isso! (Fl 2.11) Deus não é contrário à liberdade. A pluralidade foi criada por Ele. Basta olhar à nossa volta. É certo que história da religião foi e ainda é marcada pelo cerceamento da liberdade e pela tentativa de uniformizar pessoas, e isso tem confundido muitos sobre quem Deus é. Mas é também verdade que ser livre e beneficiar-se da pluralidade não é validar todo sentimento, ideia ou desejo que nos habite. Precisamos entrar pela porta que Jesus é. Com Ele aprendemos a ser livres e plurais de uma maneira em que a vida abunda e é verdadeira. Fora dele seguiremos ladrões, corromperemos a liberdade e seremos corrompidos pela falsa pluralidade. A vida pode ser plural, mas a porta para ela é uma apenas: Jesus Cristo!

ucs

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