Igreja para frente

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Disse Davi a Salomão, seu filho: Sê forte e corajoso e faze a obra; não temas, nem te desanimes, porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da Casa do SENHOR (1 Crônicas 28.20).

Recentemente, um grupo de líderes de jovens de nossa igreja participou de um grande encontro envolvendo líderes de toda nação. Fomos fortemente impactados. Voltamos com novos sonhos e desafiados pelo lema do Congresso: “Cada geração tem a chance de mudar o mundo. Essa é a nossa!”

Forte Igreja, chama-nos Jesus para um mundo novo construir” é o que diz a letra de um lindo hino. Somos chamados a enfrentarmos os desafios do nosso tempo sendo uma igreja em todas as direções, que prepara uma nova geração. Como inspiração, vamos lembrar a história de sucessão entre Davi e seu filho Salomão.

Um primeiro princípio que aprendemos é a iniciativa de Davi em causar impacto à sua própria geração. 
Tendo, pois, Davi servido ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu… (Atos 13.36 – NVI). Mesmo não tendo sido o filho preferido, teve forças para enfrentar animais vorazes, o gigante Golias, o temido rei Saul, passou por grandes lutas familiares, foi um grande rei e ainda encontrou tempo para identificar e despertar Salomão como seu sucessor (1 Crônicas 28.5-6).Deus disse a Davi que seu filho Salomão seria rei e edificaria a Casa de Israel, e incumbiu a Davi a tarefa de prepará-lo. Iniciativa para despertar o sucessor.

Uma outra atitude de Davi é sua intencionalidade.
Deu Davi a Salomão, seu filho, a planta do pórtico com as suas casas, as suas tesourarias, os seus cenáculos e as suas câmaras interiores, como também da casa do propiciatório. Também a planta de tudo quanto tinha em mente (1 Crônicas 28.11-12a). Não foi por acaso que Salomão engajou-se no projeto de assentar-se no trono e construir o templo que viria a ser um grande marco na história do povo e que ficou conhecido como o Templo do Senhor, construído por Salomão. Intencionalidade para capacitar o sucessor.

Além da iniciativa e da intencionalidade, algo que nos inspira é a interdependência entre as gerações. 
Davi havia vencido todos os exércitos inimigos (1 Crônicas 22.6-9). Salomão não teve de se preocupar com as batalhas, pois a geração anterior havia batalhado com eficiência, assim, canalizou todos os seus esforços para o novo e grandioso desafio da construção. Da mesma maneira, as gerações precisam sempre lembrar de sua interdependência. Os mais antigos precisam ser inspiração para deixarem um legado, enquanto as novas gerações vão fazendo novas leituras da realidade para agirem com eficiência, força e determinação. Interdependência para inspirar o sucessor.

Por fim, a influência que Davi exerceu em seu filho foi determinante para que a obra tivesse êxito. Davi transmitiu sua fé em Deus e Salomão teve coração íntegro e alma voluntária (1 Crônicas 28.9). Não deixou de advertir sobre as consequências da desobediência a Deus, nem de motivar nos momentos mais difíceis (1 Crônicas 28.10,20). É preciso lembrar que exercemos influência nas novas gerações, querendo ou não, e de maneira positiva, mas, também, negativa. Quando entendemos essa responsabilidade, inspiramos de forma natural e graciosa. Influência para consolidar o sucessor.

Desta maneira, o SENHOR engrandeceu sobremaneira a Salomão perante todo o Israel; deu-lhe majestade real, qual antes dele não teve nenhum rei em Israel…Morreu Davi em ditosa velhice, e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar (1 Crônicas 29.25-28). Uma Igreja para frente assume, com temor e tremor, a oportunidade de preparar novas gerações tementes a Deus e cheias do Espírito Santo. Os sucessores darão sequência ao trabalho e Jesus continuará estabelecendo sua igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mateus 16.18).

Pr.  Daniel Zemuner Barbosa

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