Número de pacientes que se arrependem da mudança de sexo está crescendo, diz cirurgião

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O número de pacientes que se arrependem da cirurgia de mudança de sexo está aumentando, segundo o professor Miroslav Djordjevic, 52 anos, que é um renomado cirurgião de reconstrução genital.

A constatação é ainda maior entre homens que se submeteram a uma transformação feminina, que acabam lidando com a depressão e pensamentos suicidas, segundo casos acompanhados por ele.

Djordjevic realiza cerca de 100 cirurgias por ano em sua clínica Belgrado, na Sérvia e em um hospital de Nova York, nos Estados Unidos. O cirurgião revela que a idade média dos pacientes que procuram esse tipo de cirurgia está diminuindo. No entanto, ele não realiza o procedimento em pessoas menores de 18 anos.

“Eu tenho medo que vai acontecer depois de cinco ou dez anos com essa pessoa. É mais do que uma questão cirúrgica, é uma questão de direitos humanos. Eu não poderia aceitá-la como paciente se eu estiver com medo do que poderia acontecer com sua mente”, explica.

O médico também se opõe ao tratamento em crianças com medicamentos hormonais antes de atingir a puberdade. “Se você alterar a saúde com qualquer tipo de remédio, eu não sou um defensor dessa teoria”, afirma.

Os comentários de Djordjevic surgiram em meio a uma decisão controversa tomada pela Universidade Bath Spa, no Reino Unido, que está impedindo pesquisadores de avaliarem casos de arrependimento da cirurgia de mudança de sexo.

O psicoterapeuta James Caspian queria estudar para um mestrado em aconselhamento e psicoterapia, mas não teve permissão para se aprofundar nesta área. De acordo com a universidade, “esse tipo de pesquisa é politicamente incorreto” e poderia sujeitar a instituição a críticas na internet.

Em resposta, Caspian, que é especialista em terapia para pessoas transexuais, disse que a Bath Spa está violando “os princípios mais básicos da liberdade acadêmica e intelectual da investigação”.

Com informações de The Christian Post

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