Oscilante

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“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Qual a imagem que vem em sua mente ao ouvir/ler a palavra “pêndulo”? Talvez uma pequena esfera presa por um fio a um eixo fixo qualquer. Ou então um relógio antigo, daqueles que vemos em filme de época e que esbanja beleza e exuberância. Em qualquer das opções temos a noção de que quando um pêndulo para, ele está equilibrado em seu eixo central. Também sabemos que quando em movimento, ele pode chegar a dois extremos opostos. Isso é uma realidade constante em nossa existência: o pendular pra lá e pra cá e a utopia do equilíbrio.

Por que utopia? Se formos parar pra pensar o que seria equilíbrio existencial, teríamos milhares de pensamentos e conceitos a respeito. E de certa forma todos nós temos algo em nossas vidas que está fora do eixo. Faz parte da nossa humanidade caída. Diante de Deus, todos nós somos desiquilibrados em um ponto ou outro. Por isso chamo de utopia. Porém isso não deve ser uma desculpa para vivermos extremos de forma inconsequente. Pelo contrário, reconhecer essa nossa condição deve nos levar de volta ao nosso eixo central: Cristo, a fim de que possamos ser educados pela Sua graça e sermos transformados em seres menos desequilibrados.

A vida é como andar de bicicleta: para ter equilíbrio você precisa se manter em movimento. Einstein teve essa percepção muito plausível. Dialogando essa fala com Eclesiastes precisamos estar atentos ao que o movimento da vida vai nos trazer: o tempo para todas as coisas. Se estivermos alertas, prestarmos atenção e respeitarmos o tempo de cada coisa, bem provavelmente teremos mais facilidade em viver. Pois a vida é bela. Mais belo ainda é o Autor da vida. Sermos capturados por Sua beleza nos ajudará a passar pelo tempo que for, sabedores de que sempre é tempo de andar com Deus.

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