Paradoxos

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“Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.” (Eclesiastes 3:2)

Conforme o autor de Eclesiastes, há tempo para todas as coisas debaixo dos céus. Não podemos desconsiderar o tanto de paradoxos que aparecem ao analisarmos essa proposta. A continuação do texto vai nos ajudar a perceber isso de forma muito clara. No versículo de hoje surgem dois desses paradoxos: o primeiro entre o nascer e o morrer e o segundo entre o plantar e o arrancar o que se plantou. Se esmiuçássemos essas ideias perceberíamos que elas carregam em si muitos outros tempos, como por exemplo, o tempo de gerar, o tempo de viver, o de regar, o de cultivar, o de colher e assim por diante.

Nem todo tempo é um tempo fácil de lidar. Pra alguns, o tempo de nascer é um tempo lindo, já outros acham um tempo horroroso e extremamente doloroso. Há aqueles que lidam de forma mais tranquila com o tempo da morte, tanto quando perdem alguém e precisam passar pelo  luto, (e passam por esse período com destreza), quanto quando são os que irão morrer. Existem pessoas que não conseguem morrer em paz, bem provavelmente porque não conseguiram viver em paz. Mas há casos de que as pessoas conseguem elaborar melhor esse momento e descansam tranquilamente. Nesse paradoxo pode haver beleza ou a falta dela, pode haver crueldade ou paz.

Há também o tempo de plantar. Um tempo feliz, de expectativa, de anseio pelo sustento e mantimento. Às vezes essa expectativa é frustrante, pois o que se plantou não deu fruto. Mas também pode ser revigorante, pois a colheita foi muito mais abundante do que se esperava. Ainda existe o tempo de se arrancar o que plantou, pois aquela plantação pode estar sendo danosa pra vida. Nesse sentido podemos ser amplos e pensar em quantas coisas na nossa existência precisa ser cultivada, regadas ou até mesmo arrancadas. Talvez o tempo agora seja o de trocar a semente que tem sido lançada no solo do viver, para que assim o que será colhido no amanhã possa ser um fruto excelente.

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