Orar e Viver

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30”Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável.” (Sl 51.10)

Ao longo deste ano oramos várias vezes. Talvez a maioria de nossas orações tenham sido do tipo “força do hábito”. Percebo, a partir de minha própria experiência e da experiência de outros cristãos mais próximos, que nos aprofundamos menos do que deveríamos na oração. Imagine a oportunidade de ter uma conversa pessoal com a maior autoridade em finanças no mundo, ou a maior autoridade em educação de filhos, ou quem sabem a maior autoridade em alimentação. Como você aproveitaria esta oportunidade? Orar é ter um momento de conversa pessoal com Deus. Claro, ele não é um ser humano a quem olhamos no olho e esperamos reação imediata. Mas Ele nos ouve. Você crê nisso? Essa conversa faz sentido ou não? Como a estamos aproveitando?

Precisamos de momentos de oração sem pressa. Precisamos nos preparar para orar. Precisamos orar sem fazer desse momento apenas um repertório de pedidos e palavras a que estamos acostumados e que nem nos lembramos depois de tê-las pronunciado. Precisamos aprender a orar e fazer isso de forma íntima e pessoal. Precisamos orar nos colocando na oração de forma verdadeira, considerando diante de Deus quem somos e quem precisamos vir a ser. No Salmo 51, um salmo de confissão de pecados, Davi tem uma conversa cheia de significado com Deus. Ele não está apenas falando o que precisa falar, ele está se envolvendo com a presença de Deus. E ele faz um pedido que nós precisamos fazer todas as vezes que conversarmos com Deus.

Os pecados de Davi revelaram seu coração. Revelaram um espírito instável, que transitava entre a adoração e a ofensa a Deus. Davi escrevia salmos e preocupava-se em construir um templo para Deus, mas em seu relacionamento com pessoas pecava contra Deus. Ele enxergou que não era o homem que deveria ser. E em sua oração pediu a Deus mudanças. Precisamos fazer o mesmo. Nossos pecados revelam nosso coração e nosso espírito. Precisamos orar sobre isso e de tal maneira que estejamos comprometidos com as mudanças que pedimos a Deus. O mal que trabalha ao nosso redor procura comprometer o nosso interior. Nem sempre nosso coração é puro e muitas vezes revelamos um espírito instável. Precisamos orar mais e orar melhor para nos tornarmos melhores. E que o resultado disso seja visto, especialmente em nossos relacionamentos!

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