Entre o elogio e a crítica

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Esta é a posição do líder. Ele recebe elogio que pode inflá-lo e a crítica que pode produzir angústia, depressão e profunda decepção. A tendência é o elogio trazer arrogância, a sensação de autossuficiência. Na verdade, todos nós gostamos de elogio. Ninguém gosta de crítica, principalmente se ela for tendenciosa e, consequentemente, destrutiva. O líder precisa ter sabedoria para responder a estas demandas. No elogio o mais importante é transferi-lo para AQUELE que nos fez à Sua imagem e semelhança. A glória é sempre DELE. Na crítica, peçamos a Deus sabedoria para ouvi-la e utilizá-la como matéria prima para o nosso crescimento nas várias dimensões do ser. No elogio, humildade e, na crítica, mansidão e capacidade para ouvir. Sabemos que há pessoas que não têm maturidade para ouvir o elogio e nem a crítica, pois o resultado é desastroso.

Devemos responder ao elogio com humildade e a consciência de que Deus é que merece a honra. O elogio não deve me engrandecer, mas ao Senhor. Precisamos saber também se o elogio é sincero, do coração. Se a pessoa que o está fazendo tem segundas intenções. A crítica, por outro lado, geralmente é feita por pessoas mal-intencionadas. O seu foco é enfraquecer a pessoa e o seu trabalho. O homem tem esta tendência de depreciar o seu próximo. Há muita inveja. O coração do homem é mau, perverso, desesperadamente corrupto (Jr 17.9,10). A nossa resposta deve ser caracterizada pela mansidão e humildade de Jesus. A crítica chamada de construtiva só acrescenta ao saber e ao trabalho. A resposta a esta deve ser caracterizada pela maturidade.

Quando experimentamos a graça de Deus estamos preparados tanto para o elogio quanto para a crítica. Estas atitudes não devem determinar orgulho e nem depressão ou angustia profunda. Precisamos é do equilíbrio do Mestre que sabia ouvir, ficar calado e entregar ao Pai. Sabemos que a nossa tendência é nos defendermos diante da crítica e apreciarmos muitíssimo o elogio. Sejamos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para a ira (Tg 1.19). A nossa ira não enseja a justiça de Deus. O fato de estarmos entre o elogio e a crítica revela a nossa fragilidade e, ao mesmo tempo, a nossa dependência de Deus. O Pai nos protegerá dos efeitos do elogio e da crítica. Como nos ensina Jesus, sejamos simples como as pombas e prudentes como as serpentes. A nossa maturidade está em ter humildade diante do elogio e serenidade com confiança diante das críticas. Isto é agir com sabedoria. Que ao experimentarmos elogio e critica saibamos responder sempre na perspectiva do Senhor tão excelentemente exposta na Sua Palavra.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ
Colunista deste Portal
pitzerjacob@gmail.com

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