Igreja evangélica é acusada de trabalho escravo

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Uma igreja evangélica em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, está sendo processada por submeter fiéis a maus tratos e trabalho forçado. A ação contra o Ministério Evangélico Comunidade Rhema foi movida pelo Ministério Público do Trabalho. Além da instituição religiosa, estão sendo processados os pastores que fundaram a igreja — Juarez de Souza Oliveira e sua mulher, Solange da Silva Granieri Oliveira — e o colégio ligado à Rhema.

As investigações identificaram por meio de depoimentos que a igreja coagia os seus fiéis a realizar trabalho não remunerado usando pressão psicológica.

Alunos do colégio eram proibidos de frequentar aulas e recebiam castigados, como golpes de régua de madeira nos quadris, da pastora Solange. Os alunos capinavam a escola e trabalhavam em outros reparos fora do horário de aula, inclusive à noite.

Como apurado pela Folha de S. Paulo, a procuradora Andrea da Rocha Carvalho Gondim pede que a igreja e o colégio sejam suspensos preventivamente e depois dissolvidos definitivamente, por desvio de finalidade.

Procurados pelo jornal, os acusados ainda não se pronunciaram. Em depoimento, eles admitiram trabalho não remunerado no colégio, mas defendem ser voluntário. A procuradora, no entanto, rebate: “As ameaças de castigo e exclusão da comunidade são claras. Trabalho escravo não é só o acorrentado, mas o que tira a livre autodeterminação”.

Segundo a denúncia, o trabalho irregular se estendia para outras empresas de diretores da igreja, como uma serralheria, fábrica de moldura e salão de cabeleireiros.

De acordo com o jornal, os empresários “se utilizariam dos ‘pecados’ dos fiéis como desculpa para não pagamento ou atraso de direitos trabalhistas”.

A investigação afirma que o colégio Rhema tem 25 professores, mas apenas 3 são registrados.

Notícias ao Minuto

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