Fazer um pouco mais…

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Fazer mais do que se espera. Que utopia para a maioria das pessoas!

Um patrão emprega diversas pessoas. A maioria reage à oportunidade, fazendo só aquilo que deve fazer. Poucos, contudo, fazem um pouco mais, servem um pouco mais. E, se descobertos por colegas, ainda são criticados!

Um dia Abraão decidiu que Eliézer, seu servo, deveria ir até à sua parentela procurar esposa para o seu filho Isaque. Eliézer pediu a Deus um sinal: a mulher que correspondesse ao seu pedido de água, mas que fizesse um pouco mais, seria a indicada por Deus para tornar-se esposa do filho do patrão. Dito e feito: Rebeca, que tirava água para o rebanho da família, ouviu o pedido de água. Ela não só dessedentou a Eliézer, como deu de beber aos camelos. Ela fez um pouco mais. Tornou-se a mãe de muitas nações. Isto está em Gênesis 24.

Jesus insta para que os Seus servos sirvam a Deus com um pouco mais. Aos servos que só servem na trivialidade do que foi mandado, afirma: Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10). Mas aos que O servem com um pouco mais, fazendo além do normal, Ele diz: Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar servindo assim! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá. (Lc 12:37)

A maioria de nós REAGE. Primeiramente ao amor de Deus: Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. (1Jo 4:19) Isto já nos capacita a não esperarmos mais a ação de ninguém, pois a inércia foi quebrada pelo próprio Deus; Ele nos amou; logo, podemos também REAGIR, amando: servir e fazer um pouco mais. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. (1Jo 4:11)

Mas nós reagimos a esse amor friamente, sem iniciativa, sem emoção e sem lastro de continuidade, sempre com a sensação de que cumprimos a nossa obrigação, e que tudo isso já é um grande enfado. Quer tirar a prova de como somos assim? Experimente ficar em silêncio em suas redes sociais, no whatsapp, nas comunicações instantâneas: dos múltiplos contatos, por algum tempo. Quantos realmente sentirão a sua falta? Quantos perguntarão como você está? Quantos terão alguma preocupação sobre a razão de tal silêncio? QUASE NINGUÉM. E qual a razão? Na verdade há muitas, mas a mais provável é que as pessoas estão tão ocupadas consigo mesmas que não percebem que os demais existem. Só os detectam quando lhes enviam alguma coisa, ou quando gritam, esperneiam, processam, cutucam. E, depois de corresponderem às manifestações dos outros, voltam ao tradicional silêncio de quem não se importa com nada a não ser consigo e com suas próprias coisas.

Pois eu digo que no julgamento dos cristãos haverá juízo para os que apenas reagem e galardão aos que AGEM MELHOR. Os que apenas recebem e encerram a questão estarão salvos, mas só pela graça e misericórdia. Os que são salvos e AGEM FAZENDO UM POUCO MAIS por amor terão galardão especial, que não os fará superiores ou orgulhosos, mas desfrutadores de bênçãos que só a eles estão reservadas. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os leprosos limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? (Lc 17:17-18). Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21); E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mt 25:21). Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus. (Ap 2:7)

Sou do tipo que AGE ou do tipo que REAGE?

Sou amigo de quem ME FAZ ALGUMA COISA, reagindo a algum benefício, ou sou um criador de boas coisas, buscando servir um pouco mais a todos que puder?

Sou dos que fazem apenas o esperado ou dos que têm prazer em superar as expectativas? No meu trabalho busco a excelência ou apenas o necessário para justificar o salário? Procuro, na faculdade, atingir a média mínima ou desejo fazer o máximo para abrilhantar a dádiva do curso? Em casa eu apenas encho os armários de mantimento e pago as contas necessárias ou faço questão de conhecer e investir tempo com o cônjuge, os filhos e os familiares? Sou dos que cortam o mato do jardim ou dos que o enchem de rosas e jasmins cheirosos?

Queira Deus, em Sua infinita misericórdia, fazer-nos serviçais dEle e, por causa dEle, serviçais do próximo. E que não meçamos as nossas ações nivelando-as no mínimo, mas que as façamos buscando fazer sempre UM POUCO MAIS, agradando a quem TUDO JÁ FEZ EM NOSSO BENEFÍCIO.

Que Ele seja glorificado!

Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil
Colaborador deste Portal

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