A rotina de oração

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“Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém. Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus, como costumava fazer.” (Daniel 6.10)

Precisamos orar mais e melhor. Precisamos orar mais para orarmos melhor. Normalmente temos o hábito de orar para algumas coisas, mas isso não é exatamente fazer da oração um hábito, como por exemplo, era para Daniel, o personagem bíblico. A vida de Daniel contada no livro que leva seu nome nos revela um jovem que vivenciou profundas experiências de livramento, grandes realizações e destacou-se entre os poderosos como um homem guardado e usado por Deus. Ele tinha o hábito de orar, de buscar a Deus e submeter-se. Quando tudo estava bem e os dias apenas eram o desenrolar da rotina, ele orava. Quando algo em especial acontecia, como o decreto do rei que colocava em risco sua vida, ele apenas seguia em frente e orava, como costumava fazer. Eu e você precisamos desenvolver o hábito de orar como Daniel.

Quanto devemos orar por dia? Essa não é uma boa pergunta. Ela revela que ainda não entendemos o significado da oração. Quanto devemos conversar com nosso filhos para edificarmos um relacionamento saudável? Quantas vezes devemos dedicar atenção ao nosso cônjuge para que o casamento seja fortalecido? Percebe? Não se trata de achar uma quantidade, mas de investir no relacionamento. Isso envolve a quantidade? Certamente. Mas não se trata de uma medida fria, uma fórmula. Orar deve significar um encontro com nosso Pai amado e não o que as vezes é para tantos: entrar na presença de um ser poderoso para conquistar favores. Orar tem a ver com amor, bondade, busca por proximidade e conhecimento. Para que a oração venha a ser o que deve, precisamos orar. Crer no amor de Deus e aprender a estar com Deus.

Richard Foster declara que “para estarmos espiritualmente aptos a escalar o Himalaia do espírito precisamos de exercícios regulares nos montes e vales da vida comum”. A oração é uma jornada. Mas às vezes escolhemos dar apenas alguns poucos passos nessa estrada, quando deveríamos ser peregrinos, andarilhos, caminhantes. Daniel orava três vezes ao dia em seu quarto, diante das janelas que estavam na direção de Jerusalém. Qual o lugar da oração em nossa vida? Qual a prioridade que damos à oração? Precisamos orar e devemos aprender a amar a oração e desfrutá-la. Há uma beleza, uma leveza e um sabor na oração que precisamos conhecer. Que a oração se torne um anseio, um desejo e um privilégio para nós. Por onde começar? Orando. Ore mais e procure orar melhor. O Espírito Santo guiará seus passos nessa jornada!

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