Missionários seguem com trabalho na Mangueira, após a implosão de prédio

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Na manhã do último domingo (13), foi implodido o antigo prédio do IBGE na Mangueira, Zona Norte do Rio de Janeiro. O edifício foi demolido para dar lugar a unidades do programa Minha Casa, Minha Vida e segundo a prefeitura, 160 famílias que viviam no edifício irregularmente foram cadastradas e, enquanto aguardam pela casa própria, receberão aluguel social no valor de R$ 400 mensais.

O prédio corria risco de incêndio e de desabamento por ruína, segundo avaliações de técnicos da Subsecretaria de Habitação e laudos da Defesa Civil Municipal. Ainda de acordo com a prefeitura, os moradores subdividiam os espaços e improvisavam moradia em área que não era residencial, onde removeram vigas, paredes e até colunas para adaptar cômodos. O fornecimento de energia nos andares se dava por meio de ligações clandestinas, o que gerava risco de curto circuito.

Em meio a este triste cenário, muito antes do episódio da implosão, Missões Nacionais já estava no local levando as boas novas de Salvação por meio de Jesus Cristo. Coordenado pelos missionários Pr. Wagner José e Eliane Félix, o projeto de plantação de igrejas na Mangueira é realizado desde 2010.

De início os missionários não possuíam base, então ficavam nos arredores do antigo prédio do IBGE, distribuindo lanches, cantando, contando histórias, e aos poucos foram conquistando às famílias, através das crianças. Após algum tempo, receberam a doação de um local para trabalhar, vinda de uma moradora que foi ajudada por eles.

Neste espaço eles atendiam diariamente mais de 120 crianças, de 4 a 11 anos. Ofereciam café da manhã, almoço, aulas de reforço e estudos bíblicos, já tinham conseguidos matricular cerca de 90% das crianças em escolas próximas e ajudar muitas a tirarem seus documentos. Além disso, por ser uma região com alto índice de uso de drogas, eles realizavam também o atendimento a usuários de drogas e pessoas em situação de rua.

Por anos nossos missionários oraram confiantes de que Deus tinha planos melhores para aquelas famílias que viviam sem nenhuma estrutura e hoje, com a implosão, essa esperança se torna cada vez mais real. A base missionária hoje está servindo como base para os trabalhadores da construção e por isso o trabalho aumentou. Agora eles estão trabalhando de forma itinerante, fazendo visitas diariamente aos moradores que estão em casas espalhadas pelo bairro para não interromperem o avanço missionário, mas ainda assim é motivo de alegria.

“Tem sido um período de aprendizado para nós, que estamos agora indo de família em família para saber das suas necessidades atuais, diferente do que fazíamos antes, mas acreditamos que é um novo tempo de Deus para a nossa comunidade”, dizem os missionários, que agradecem e pedem a oração e colaboração de todos.

JMN

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