Leveza

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“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30)

A leveza é um aprendizado que envolve fé, escolhas e oração. Certamente que não apenas isso, mas gostaria de me deter nestas, chamando a minha e a sua atenção para elas. Como fruto da fé, a leveza é resultado do nosso olhar fixo em Cristo, por meio de quem temos comunhão com Deus. Ele nos comunica o amor de Deus, um amor incondicional, que sabe exatamente quem somos e ainda assim nos ama. Olhar fixamente para Cristo significa não impressionar-se com a própria capacidade de cair ou falhar, com os próprios erros, mas sim com o fato de sermos amados por Deus apesar deles. Significa sempre lembrar-se e crer que o amor de Deus é maior que nossa indignidade. É um amor cheio de graça, de favores não merecidos. Assim é Deus para conosco em Cristo, e isso é fonte de leveza para a vida.

Mas a leveza também se alimenta de nossas escolhas, de nossa submissão a Deus, de nossa obediência. Por nossas escolhas podemos alimentar nosso senso de integridade e isso contribui para nossa leveza. A leveza que advém de nossas escolhas revela o quanto estamos aprendendo e desfrutando do amor de Deus e de sua presença. No campo das escolhas enfrentamos a nós mesmos, percebemos nossas contradições, reconhecemos nossa incompetência. Mas também podemos reescrever nossa história, evitando erros e desenvolvendo virtudes. Podemos crescer e descobrir novas possibilidades, podemos mudar, e tudo isso nos edifica, nos integraliza, nos amadurece. E a  leveza pede que amadureçamos, para que sejamos livres dos enganos, de ilusões e culpas próprias da imaturidade.

Por fim, chamo sua atenção para a oração como fonte de leveza. Quando oramos podemos aprender a nos relacionar com Deus, a estar com Ele e nos encontrar conosco mesmos. Ser pecador é estar, em algum grau, perdido de si mesmo e de Deus. No encontro com Deus nos encontramos conosco também. Diante daquele que nos vê por completo, temos a oportunidade de nos enxergar. E, de posse de nós mesmos, podemos nos entregar na oração. Podemos confessar pecados, nos expor ao toque divino, à voz divina, ao propósito divino. Podemos entregar ansiedades, medo, culpas, sonhos, expectativas… como diz o antigo hino, podemos levar tudo a Deus em oração. Convidados já fomos por Cristo: “Venham a mim”. Mas vamos tão pouco e tão mal! Perdemos tantas oportunidades! Porém o caminho está diante de nós. Podemos crer, escolher e orar. O que estamos esperando?

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