Dificuldade

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“A mulher samaritana lhe perguntou: Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber? (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos.) … Disse a mulher: “O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado? ” (João 4.9, 11 e 12)

Este encontro de Jesus com a samaritana não foi completamente pacífico e bem sucedido desde o princípio. Entre outras coisas, a mulher tinha objeções às atitudes e palavras de Jesus. Para ela olhou para Jesus através de uma barreira social e não considerou adequado que, sendo judeu, se dirigisse a ela, que era samaritana. Afinal, cada um no seu quadrado! Uma outra objeção feita pela mulher era quando aos recursos de Jesus. Talvez lhe parecesse que Jesus falava mais do que poderia fazer. A samaritana comparou Jesus a Jacó, a quem achava grande por haver providenciado o poço. Jesus não poderia ser maior que Jacó. Mas Ele lidou com tudo isso amorosamente. Ela não sabia quem era Jesus, mas Jesus sabia quem ela era e sabia que sofria de uma sede que ignorava. Jesus estava à beira do poço para levar vida àquela mulher. E o fez.

Jesus é um rompedor de barreiras e um superador de distâncias. Ele deixou os céus e se fez homem para nos redimir. Ele superou a distância entre os céus e a terra a superaria as objeções da mulher. Ele amava os samaritanos e ama a todos. A visão daquela mulher estava limitada por sua história e seu mundo. Um encontro com Jesus lhe abriria os olhos. Ela estava acostumada ao que Jacó havia feito, mas Jesus lhe mostraria que nada é impossível para Deus. Jesus nos inspira a ver além das aparências e das circunstâncias. Inspira-nos a viver pela fé. Ele declarou que uma fé do tamanho de um grão de mostarda pode fazer mais do que a força de muitos homens! 

Esse encontro de Jesus também nos ensina a evangelizar. Precisamos aprender a superar barreiras e perder a pressa. Precisamos aprender a desenvolver relacionamentos. Devemos esperar objeções e aprender com elas. Devemos distinguir entre as objeções ao Evangelho e às nossas posturas e religiosidade. Jesus podia julgar o coração da samaritana, nós não poderíamos. Como fomos amados, devemos amar. Agindo assim saberemos lidar com as objeções e, sobretudo, não seremos uma objeção ao Evangelho de Cristo! Ele tem a água da vida, não nós! Por fim, se já provamos a água da vida, devemos revelar a vida que ela nos proporciona. Isso é parte indispensável da mensagem cristã!

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