Importante, mas não determinante!

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“Ao passar, Jesus viu um cego de nascença.” (João 9.1)

As condições e circunstâncias de nosso nascimento não dependeram de nós e são muito importantes para nossa vida. Elas são importantes em nossa condição social e cultural, determinam a cor de nossa pele, herança genética… impossível listar todas as implicações. Delas participaram nossos pais, que nos legaram muitas coisas, do DNA a paradigmas e sentimentos. Chegamos nesta vida e parte de nossa identidade, nosso nome, por exemplo, nos foi dada e pronto. Seguiremos pela vida com essas heranças. Serão nossa força ou nossa fraqueza? Razão de dor ou prazer? De reclamação ou de gratidão? E talvez a mais importante questão: essas condições iniciais de nossa vida são resultado da soberania de Deus, das múltiplas leis da vida ou das escolhas de nossos pais?

Jesus e seus discípulos encontraram um homem que havia nascido cego. A partir dos paradigmas de sua cultura e religião, quiseram saber a razão daquela condição. Queriam saber o que determinou a cegueira do homem, se os próprios pecados ou os pecados de seus pais. Vamos explorar esse tema nas devocionais dessa semana. Ainda que com outros paradigmas em mente, as vezes também podemos nos perguntar a razão de termos nascido nas condições em que nascemos. Sob vários aspectos poderíamos dizer que alguns nascem em melhores condições que outros. E cada um de nós precisará lidar com a própria vida e a aprender a olha-la de forma saudável e a encontrar em Deus graça e amor para sair-se bem e ser feliz!

Jamais teremos sabedoria bastante para discernir sobre as razões de muitas coisas em nossa vida e, particularmente, as que se definiram mesmo antes de nascermos. Foi a vontade de Deus, a ação das leis da vida ou as escolhas de nossos pais?  Tudo isso se entrelaça no tecido de nossa história pessoal. Mas a grande notícia da fé cristã é que Deus nos ama e participa do enredo. Em seu amor e graça podemos ser capacitados para lidar com a nossa vida e, a despeito de quaisquer fatores, sermos felizes e viver em paz. Ainda que doa, a vida não precisa perder o sentido. Por mais desvantagens ou vantagens, não será o nosso nascimento que determinará nossa história, mas o modo como viveremos e, especialmente, como responderemos, diariamente, ao amor e graça de Deus.

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