Não somos bruxos

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Doeu-me o coração ao ver uma membro de uma das igrejas que pastoreei há tempos atrás, vestida de bruxa, com a boca a sangrar, com os olhos fundos e com chifres na cabeça. Estava ela ao lado de familiares. Nos domingos ela chorava nos momentos de consagração e no dia das bruxas ela deu a mão a Satanás… Ela não é a única. A festa de Halloween é imposta pelas escolas de inglês aos alunos jovens como mergulho cultural nos costumes anglo-saxônicos. Nestas festas, além do tradicional “doces ou travessuras” dos pequeninos e das abóboras com velas acesas, explora-se todo o lado sombrio do ocultismo, com invocação de espíritos, com poções mágicas, com bruxaria, com a exibição de filmes de terror e com o culto à morte e ao Diabo.

Alguém me perguntou: “pastor, como será o Haloween este ano em sua casa? Suas crianças vão se fantasiar?” Eu respondi: “Em minha casa não há espaço para a bruxaria, nem para Satanás. As minhas crianças são dedicadas a Deus e só a Ele elas prestam culto. Nós não precisamos disto para a nossa felicidade ou socialização”.

Nós perdemos o senso de perplexidade diante do satanismo. Nós nos acostumamos com o mal em nossas telas, em nossas festas, em nossos pensamentos. O mal tornou-se banal e até aceitável. Há um espaço em nós para o maligno. Em várias igrejas evangélicas de fala inglesa é naturalmente aceita a prática, com reservas, com a parte engraçada e bizarra da celebração. Entre nós, pela miscigenação, já há igrejas que celebram a mesma coisa.

Para um crente em Jesus Cristo não há data para o mal. Não há bruxas. No Velho Testamento a feitiçaria era banida e punida com a morte. Foi a feitiçaria que destruiu milhares de Israel no tempo de Balaão. Foi uma feiticeira que enganou o Rei Saul. Ele foi condenado pela rebelião e pela consulta aos mortos. Foi por ter libertado uma moça escravizada por um demônio adivinhador que Paulo foi punido em Éfeso. E o livro de Apocalipse afirma que os feiticeiros não herdarão o reino dos céus.

Somos expostos à cultura maligna com futilidades nos seriados de monstros e demônios. Hoje os desenhos de vampiros e de bruxas são comuns nos canais de televisão. Os investimentos das grandes produtoras na temática do terror batem recordes todos os anos. O povo ama explorar o maligno. Cultos com exibição de endemoninhados tornou-se desejoso e comum e até necessário para atrair público no mundo neopentecostal. Eles dizem que para haver poder tem que ter demônios a pularem.

Não. Não preciso de Haloween para que os meus filhos tenham doces e guloseimas. As travessuras infantis não precisam ser consequência do não atendimento de suas vontades, como uma consequência em não se aceitar a imposição do mal. Não preciso de abóboras com velas, nem de chapéus de bruxas, nem de música de terror e nem de estórias de assombração. Quando eu me converti a Cristo a minha vida foi iluminada; por que eu buscaria a escuridão novamente? O meu culto a Deus não precisa de demônios. Se em minha casa eu exijo respeito por parte de quem a visita, na Casa de Deus não há espaço para a exibição de shows tenebrosos de gente escravizada. Onde a luz brilha as trevas desaparecem. E a Casa de Deus é a casa de luz!

Que não coxeemos entre dois senhores. Que crentes não participem de festas de bruxas nem por brincadeira. Porque nós sabemos que Satanás cobrará a fatura. Chega de dar legalidade aos ataques do Inferno. Somos povo de Deus, gente do Senhor, ovelhas de Cristo. O maligno não nos seduzirá. Todos os dias, em minha família, são dias dedicados ao Senhor, o Pai das Luzes! Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. (Tg 1:17)

Pr.  Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba – São Paulo.

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