Cantora processa pastor que a chamou de “endemoninhada”

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Durante sua participação no Festival de Inverno de Garanhuns, em 21 de julho, a cantora Daniela Mercury criticou no palco a censura à peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, interpretada pelo travesti Renata Carvalho. A produção era parte do Festival, mas acabou sendo cancelada após os protestos de políticos locais.

Na época, Pastor Isidório, que também é deputado estadual na Bahia, publicou um vídeo onde acusou Daniela de “fazer sindicato da viadagem”, e ser “escrava de Satanás” e insinuou que ela é “endemoninhada”, entre outras ofensas.

A cantora acionou a Justiça e pediu condenação do parlamentar por “injúria”. Seus advogados divulgaram a iniciativa nesta segunda-feira (5). Segundo a argumentação de sua defesa, o vídeo divulgado pelo parlamentar nas redes sociais, que teve milhares de visualizações, contém “afirmações falsas e agressões absurdas”.

Ne peça processual, os advogados sustentam que não houve ofensa a nenhuma religião, nem xingamentos a Jesus e tampouco fala sobre sua sexualidade. “Daniela não diz que Jesus é travesti”, lembra a equipe da cantora em nota.

A artista reclama que após a publicação deste vídeo do pastor surgiram notícias falsas sobre o seu posicionamento.

“A partir do vídeo do deputado, onde há claramente o crime de injúria, com aumento de pena por ter se utilizado de meio que facilitou a propagação da ofensa (a internet), outras centenas de milhares de fake news envolvendo Daniela surgiram e até hoje são motivo de agressão à artista nas redes sociais, com ameaças de cancelamento de shows e pedidos de explicação à produção da artista”, reitera a nota divulgada à imprensa.

Com informações do Gospel Prime

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