Extremistas paquistaneses exigem do governo a permanência da prisão de Asia Bibi

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A cristã Asia Bibi foi absolvida de sua sentença no dia 31 de outubro. Ela havia sido condenada à morte em 2010. Mas, após forte manifestação de muçulmanos, o governo do Paquistão anunciou na última sexta-feira (2) um acordo de cinco pontos com os extremistas responsáveis pela maioria dos protestos em todo o país.

Segundo a Portas Abertas, o governo prometeu não se opor à petição e anunciou uma revisão legal da absolvição de Asia Bibi. Além disso, o nome dela deverá ser colocado na Lista de Controle de Saída, que contém os nomes das pessoas que não podem deixar o país.

Além destas medidas, o governo do Paquistão também se comprometeu em agir contra as possíveis mortes e prisões de manifestantes, garantindo que os presos sejam liberados imediatamente.

O grupo responsável por instigar os protestos, chamado Tehreeq Labek Pakistan (TLP), ficou de convocar seus seguidores a pararem as manifestações. Além disso, eles teriam de se desculparem com àqueles que passaram por “inconvenientes” devido aos protestos.

Cientes disso, no sábado pela manhã, a maioria dos protestos já havia acabado e os serviços telefônicos haviam sido restaurados. A Portas Abertas afirma que não teve acesso aos outros pontos do acordo. Apesar disso, em uma coletiva de imprensa, líderes do TLP disseram que o governo vai formar um outro grupo de juízes.

O objetivo dessa nova formação é revisar a decisão sem os três que julgaram o caso. Segundo a Tehreeq Labek Pakistan, o resultado “foi rejeitado por toda a nação” e isso precisa ser levado em concideração.

Um dos líderes, Pir Afzal Qadri, também comentou: “Deixamos claro que os manifestantes voltarão às ruas caso haja qualquer problema”. Mas esta não foi a declaração mais chocante de Afzal. Ele disse que Asia voltou à detenção e que um avião do Reino Unido que deveria conduzi-la para um país do ocidente partiu sem levá-la.

O governo esclareceu em sua conta oficial do Twitter que não tem nada a ver com a petição dos radicais islâmicos. “Isso é entre os proponentes da petição e a Suprema Corte”, publicaram.

Segundo a Portas Abertas, isso significa que um comitê de revisão jurídica será formado para revisar a decisão da Suprema Corte e é possível que o veredito seja revertido diante da pressão por parte dos extremistas.

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