Geração Eleita

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“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.” (1 Pedro 2.9-10)

Lendo Pedro dizer que aqueles cristãos eram uma geração eleita, e sabendo que o propósito de Deus alcança todos os Seus filhos ao longo de todas as gerações (Jo 17.20), compreendo que a intenção do Espírito Santo nestas palavras é nos fazer entender que, como filhos de Deus somos, em meio à nossa geração, pessoas especialmente alcançadas e chamadas para servir e sinalizar o Reino de Deus. Somos em meio à nossa geração especialmente equipados para anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Ser geração eleita é uma dádiva, não um prêmio. E as portas não estão fechadas a outros. Ao contrário, cada pessoa em toda geração é chamada a engrossar as fileiras dos que se lançam nos braços do Deus que ama pecadores e os inclui na agenda de mudanças que deseja fazer no mundo.

Ser geração eleita não deve soar como algo que nos façam presunçosos. Lembremo-nos: é graça e não mérito! Não o somos porque somos bons o bastante, mas porque formos amados com um amor mais que suficiente. Por outro lado, ser geração eleita nos coloca a servido de Deus no mundo. E há muito trabalho por aqui! Portanto, há sempre um lugar especial para nosso serviço em nome de Cristo. Nosso país vive dias em que os eleitos de Deus devem manifestar-se. Somos hoje um pais divido. Continuamos praticando uma cidadania infantil e dependente de heróis. Pensamos pouco de forma ampla. Desconhecemos as dores da nação porque facilmente nos distraímos em nosso conforto pessoal e familiar. Alguém disse que “quem não sente, não sabe”. Há injustiças e preconceitos que não sabemos, porque não sentimos. Ser geração eleita também significa exercer uma cidadania que nos leve a praticar a santidade social e não apenas uma santidade religiosa.

Santidade social é um termo atribuído a John Wesley, fundador do metodismo. Em seu tempo, estabelecendo métodos para consagração pessoal e cuidado com presos, pobres e doentes, manifestou-se como geração eleita e contribuiu para muitas transformações. Ele dizia que não há santidade espiritual se a santidade não se revela santidade social. Nestes tempos de divisão e troca de lideranças políticas é muito importante que nos revelemos geração eleita. Devemos orar e servirmos à nossa nação por meio de uma cidadania coerente com o Reino de Deus. Sejamos partidários de posicionamentos mais de esquerda ou de direita, o que não podemos é aceitar posicionamentos que compactuem com a injustiça, o desamor e o desprezo pela vida humana. Se Paulo percebia o gemido da natureza criada, ansiando pela manifestação dos filhos de Deus (Rm 8.19-23) podemos ter certeza de que esse gemido apenas aumentou com o tempo!

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