Por que Israel teve de manter a aliança com os gibeonitas, mesmo depois de descobrir que eles obtiveram o acordo por meio de fraude (Js 9)?

0
38

Josué 9 conta de novo o engano e a mentira praticados pelos delegados gibeonitas (v.4,5), quando chegaram ao acampamento de Israel a fim de celebrar uma aliança de paz. Mentiram, dizendo que chegavam “de uma terra muito distante” (v.9), por causa de sua admiração pelo Deus de Israel, que de modo tão maravilhoso concedera prosperidade ao seu povo. Alegaram ter vindo de tão longe que o pão que traziam ficara envelhecido e duro, na jornada até Gilgal. Na verdade, Gibeom ficava a menos de um dia de distância. Sem a menor dúvida, os gibeonitas eram culpados; haviam enganado Israel, induzindo o povo de Deus a uma aliança mediante artifícios enganosos. Em condições normais, portanto, os hebreus não seriam obrigados a manter aquele acordo. Qualquer tribunal tê-los-ia absolvido e livrado das promessas, à vista do engano proposital praticado pelos cananeus.

No entanto, não se tratava de um compromisso comum, um contrato ordinário, pois fora selado solenemente em nome de Iavé, o Senhor Deus. Visto que Israel não havia primeiramente consultado o Todo-Poderoso a respeito do assunto antes de celebrar o acordo com os pagãos cananeus, foi obrigado a cumprir as promessas e juramentos feitos em nome de Iavé (v. 15). Os israelitas preferiram confiar em seu próprio julgamento, na evidência do pão seco e embolorado. Deixaram de dirigir-se a Deus em oração a respeito da proposta gibeonita (v. 14). Por isso, ficaram presos a seu juramento, até mesmo quanto ao futuro incerto. Quando Israel mais tarde deixou de acatar essa aliança, feita com juramento, tal fato constituiu grave ofensa contra o Senhor. Ele castigou o povo com severidade depois que Saul sentenciou alguns gibeonitas à morte (2Sm 21.1-14).

Extraído do livro Enciclopédia de temas bíblicos

Compartilhar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.