Vítimas de pedofilia denunciam Papa para tribunal internacional

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Holanda — Vítimas de abusos sexuais praticados por clérigos, que estão chateadas com o fato de que nenhum prelado de alto escalão da Igreja Católica Romana tenha sido processado por esconder padres, decidiram ir ao Tribunal Penal Internacional (TPI) ontem, tentando abrir uma possível investigação do papa Bento XVI e de cardeais por possíveis crimes contra a humanidade. O Vaticano disse que a tentativa é um golpe publicitário “ridículo”. O Centro para os Direitos Constitucionais, uma organização não governamental sediada em Nova York, entrou com o requerimento em nome da Rede dos Sobreviventes Abusados por Padres, argumentando que a Igreja Católica de Roma manteve um “sistema longo e disseminado de violência sexual” apesar das promessas de que os predadores sexuais seriam afastados e punidos. A queixa nomeia o papa Bento XVI, parcialmente por seu papel quando comandou a Congregação para a Doutrina e a Fé, a qual em 2001 explicitamente obteve a responsabilidade por supervisionar os casos de abusos.

Ataques

Afeganistão — Os ataques do Taleban no centro de Cabul ontem mataram seis pessoas e deixaram 15 ferido, informou um funcionário do Ministério do Interior à agência France Presse. O funcionário, que falou em condição de anonimato, disse que os mortos são quatro policiais e dois civis, que morreram em ataques realizados contra quatro diferentes locais da capital afegã, dentre eles a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que fica perto da embaixada dos Estados Unidos.

Guerra Civil

Líbano — Forças de segurança da Síria desfecharam a repressão em bairros ao redor de Damasco, ontem, usando metralhadoras instaladas nas caçambas de picapes, no mesmo dia em que o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Síria enfrenta o risco verdadeiro de mergulhar em uma guerra civil entre muçulmanos sunitas e alauitas. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a revolta contra o regime do presidente Bashar Assad já deixou 2.600 pessoas mortas desde março, a maioria civis, mas também policiais e militares. Mesmo com a repressão, os manifestantes não desistem de protestar. “Eu temo que as coisas acabem em uma guerra civil entre os alauitas e os sunitas”, disse Erdogan ao jornal egípcio Al-Shorouk, na edição de terça-feira. Uma guerra civil é talvez o cenário mais sombrio para a Síria, um país de 22 milhões de habitantes com 75% da população muçulmana sunita, mas governado por uma minoria alauita (um ramo do islã xiita) e com outras minorias de cristãos e drusos.

Choque

Argentina — Um grave acidente entre dois trens e um ônibus deixou pelo menos 11 mortos na capital da Argentina na manhã de ontem. Segundo as autoridades, vários dos feridos estão em estado “gravíssimo”. A polícia de Buenos Aires disse que mais de 200 pessoas estão feridas, das quais 50 em situação crítica, e foram enviadas a sete hospitais ao redor da capital argentina. O acidente aconteceu na linha de trens Sarmiento, que liga o subúrbio de Moreno à estação Once, no centro portenho. Uma câmera de segurança da polícia metropolitana de Buenos Aires gravou o exato momento do choque entre o ônibus e o trem, quando o coletivo colidiu com a locomotiva e foi arrastado e esmagado pelo comboio. Segundo a polícia, o motorista do ônibus morreu no choque. As imagens mostram que claramente ele avançou o sinal, que estava fechado para o ônibus.

Recuo

Áustria — Uma nova oferta do Irã às potências mundiais a respeito do programa nuclear da república islâmica é bastante curta em pré condições do país para negociar e sugere que Teerã pode mesmo concordar em abordar algumas questões que antes não estavam nem mesmo sobre a mesa, de acordo com a cópia de uma carta confidencial escrita pelo principal negociador nuclear do Irã, Saed Jalili. A carta tem um tom muito moderado. A carta traz poucos detalhes sobre o que o Irã está pronto a discutir com os Estados unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha. Mas ela difere de ofertas anteriores, ao evitar pedidos que as seis potências já rejeitaram várias vezes.

Sanções

Estados Unidos — Os Estados Unidos estão retirando as sanções contra uma empresa israelense acusada de vender um petroleiro ao Irã, o maior inimigo de Israel e alvo de várias sanções dos EUA e da comunidade internacional por causa do seu polêmico programa nuclear. O Departamento de Estado emitiu um breve comunicado nesta terça-feira, esclarecendo a culpa sobre a venda de 2010. As penalidades sobre o Ofer Brothers Group foram retiradas, embora três entidades corporativas, indiretamente controladas pelo grupo, continuem na lista americana.

Al-Qaeda

Estados Unidos — O diretor da CIA, David Petraeus, disse que a Al-Qaeda está mais fraca e que as agências de inteligência norte-americanas estão mais astutas desde os ataques de 11 de Setembro de 2001, mas que os terroristas estão longe de desistir. Em sua primeira semana em seu novo cargo, Petraeus disse que a recente perda de Osama bin Laden e de outros integrantes pela Al-Qaeda abriu “uma importante janela de vulnerabilidade” que deve ser explorada. Mas ele declarou que o braço do grupo no Iêmen “emergiu como o mais perigoso nódulo regional da jihad global” e se beneficiou da instabilidade polícia no Iêmen.

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