MINHA (I)MATURIDADE

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“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Coríntios 13.11)

O quanto cada um de nós é maduro ou imaturo? Em que áreas somos imaturos ou maduros? Não há dúvida de que a grande questão, em se tratando de maturidade ou imaturidade, são as relações interpessoais. Note: no reino dos homens nossa grande energia é concentrada em aprendermos a lidar com coisas; no Reino de Deus nossa grande energia será concentrada em aprendermos a lidar com pessoas. No reino dos homens é o ter, no Reino de Deus, o ser. Passamos muitos anos estudando para dominar técnicas e desenvolver competências intelectuais, artísticas, científicas e outras. E criamos um mundo cheio de intelectuais, artistas, cientistas e tantos outros são fracassos relacionais. Não aprenderam a amar e lidarem consigo mesmos. 

Note: quantos jovens em nossa sociedade estão sendo preparados para se casarem e serem capazes de seguir aprendendo a amar pelo resto de suas vidas? Muitos falam pelo menos dois idiomas, mas quantos conseguem entender a linguagem dos outros? Quantos conseguem falar apropriadamente de si mesmos, de suas dores e anseios? Temos pessoas muito capacitadas para construir negócios promissores, mas quantos serão capazes de formar famílias e serem felizes dentro de casa? Tudo isso tem a ver com maturidade. Ser maduro é ser capaz para a vida em seus mais diversos aspectos. Mais uma coisa importante: maturidade é mais que moralidade. Há pessoas orgulhosas de sua moral: não mentem, não estacionam em lugar proibido, seguem as regras. Mas não sabem lidar com outros. Egoísmo, intolerância e obtusidade as vezes as caracterizam. Moralidade é louvável, mas não compensa imaturidade e imaturos não entendem isso!

Precisamos ter cuidado, pois a imaturidade é um risco para todos nós. Corremos o risco de formar igrejas que seguem o fluxo de formar pessoas competentes, mas inconsistentes, imaturas. Para que manifestemos o Reino de Deus não basta sabermos fazer cosias. É preciso que sejamos pessoas marcadas pela maturidade cuja característica está na sabedoria para relacionar-se, servir e cooperar. O fruto e a raiz da maturidade são um só: o amor. É o amor que nos faz maduros e é o amor o fruto de nossa maturidade. Deus criou tudo porque Ele ama. E nos mandou Jesus para redimir tudo porque ama. Deus não é imaturo. Ele é o superlativo da maturidade, por isso é perfeito, é misericordioso, bondoso, amoroso, justo… a lista só se esgota no esgotamento das virtudes. O quanto você é maduro ou madura? Que o Espirito Santo conduza-nos a maturidade e assim sejamos uma benção para as pessoas e um louvor a Deus.

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