Não eu, mas a graça!

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“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi em vão; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo.” (1 Coríntios 15.10)

Diariamente precisamos ir a Deus em oração e entregar a Ele o nosso eu. Na linguagem de Paulo, precisamos crucificar nosso eu, levar-lo à Cruz de Cristo. Isso não significa autoflagelo e nem mentalidade de culpa e miséria. Não significa auto desprezo ou incitação a que nos tornemos apáticos por nada termos de bom. Este é um convite para que aprendamos o caminho da humildade. Para que aprendamos a fazer o que fazemos sem esperar recompensas. Para que nosso compromisso em amar e servir não fique à mercê de circunstâncias e não corra o risco de ser uma busca por recompensa em lugar de se um ato de obediência e gratidão. 

A falta de humildade leva inevitavelmente à frustração e ao desanimo. A humildade nos ajuda a manter as razões certas. O orgulho, a vaidade, que são opostos à humildade, não necessariamente significam ou manifestam-se por meio de sentimentos de grandeza e superioridade. Há manifestações mais sutis, entre elas, nossa dificuldade de ceder, de ser contrariado, de aceitar mudanças e outras. Nossa falta de humildade não se manifesta apenas por meio da ira ou de reações agressivas. Pode estar camuflada em nosso abatimento e desanimo. Quando as coisas não seguirem o fluxo que esperamos, a falta de humildade pode nos roubar a energia. Claro que nem todo abatimento e desanimo são sinais de falta de humildade, mas é importante percebermos que pode ser. 

A graça é remédio para nós. Ela nos leva ao lugar certo para, de lá, olharmos a vida. Ela declara a aceitação imerecida que recebemos de Deus. O perdão imerecido e constante, porque somos amados. Pela graça podemos superar os enganos do orgulho. Reconheceremos quando a necessidade de recompensa, reconhecimento ou gratidão estiver assumindo proporções impróprias. Afinal, somos devedores à graça e tudo que fizermos, ainda que muito, será pouco. A ideia é que, tendo feito o melhor que poderíamos ter feito, que reconheçamos ter sido fruto da graça. Sem ela, nem estaríamos onde estamos. Por isso, como Paulo, diante do que fizer de bom diga: “não eu, mas a graça”. Que pela graça sirvamos mais e sejamos humildes.

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