Egoísmo e Vaidade

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“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” (Filipenses 2.3)

Para que toda a exuberância do Evangelho desenvolva-se e revele-se em nossa vida, precisamos aprender a lidar com nossa tendência egoísta e nossa intratável vaidade. Egoísta é a pessoa cujo esporte preferido é seu próprio eu. A palavra vem do latim, da junção de “ego”, com o sufixo “ista” que significa abraçar ou aderir a certa prática ou costume. Por exemplo: o paraquedista é o praticante de um esporte cujo centro é o paraquedas. O egoísta é viciado em si, num sentido extremo. Mas todos nós temos nossa dose de egoísmo. A maioria de nós precisa dia a dia lidar com o ego de tal maneira a não agir egoisticamente. Para que a beleza da vida proposta pelo Evangelho de Cristo se manifeste em nós precisamos estar atentos e deter a manifestação de nossas ambições egoístas.

Devemos também ter cuidado com a vaidade. A vaidade é nossa inclinação e apego ao que é sem valor. Vaidade é ilusão. É fazermos questão do que, de fato, não importa. Vaidade é a valorização da bobagem. Toda vaidade traz consigo imaturidade. Os vaidosos dificultam relacionamentos, criam caso por coisas insignificantes ou pelo menos de pouca importância. Os vaidosos se ressentem facilmente. Se seu desejo de atenção e grandeza não é atendido, ele se ofende. A vaidade é um mal que nos afeta de dentro para fora e nos inflama. Sentimos dores próprias da vaidade. Dores por não atendermos aos seus caprichos, por isso cedemos e respondemos com ira e ressentimento a quem não cede à nossa forme por atenção e prestígio. 

Embora sendo tão feios, a vaidade e o egoísmo costumam ser maquiados e guardados debaixo de artifícios que os transformam em algo melhor. Quando são nossa motivação, corrompem nossa adoração e distorcem nosso serviço. Não adoramos a Deus e nem servimos ao próximo. Fazermos tudo para nós mesmos, mas, claro, temos muita dificuldade em admitir. Esquecemo-nos de que, ao satisfazer nossa vaidade, já recebemos a recompensa, como disse Jesus (Mt 6.2). Ao atender ao nosso egoísmo negamos a natureza do Deus que se deu por nós. Como enfrentar tanto uma quanto outra coisa? De joelhos dobrados, suplicando graça e com coração disposto a reconhecer e confessar todas as vezes que qualquer delas dominarem nosso ser. Deus nos socorrerá, mas devemos lutar. Só assim será possível conhecer a vida plena que Cristo nos trouxe.

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