Ter a mesma atitude de Cristo III

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“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Filipenses 2.5)

Ter a mesma atitude de Jesus é uma experiência que exige conversão. Não aquela que nós produzimos com nossos sistemas de convencimento e oferta da fé. Uma conversão produzida continuamente na vida, como um processo, como fruto da permanente ação do Espírito Santo. Uma conversão que envolve uma habilitação especial para relacionamentos, que nos torna pessoas mais amorosas. A conversão que produzimos com nossos métodos torna as pessoas mais conformadas ao estereótipo proposto por nosso seguimento religioso. Somos capazes de treina-las para isso e elas poderão inclusive liderar nossos programas! A conversão pelo Espírito habilita para o Reino de Deus. Normalmente nos dedicamos tanto àquela outra conversão que nos tornamos cegos para nossas incoerências. Nesse caminho, fazemos o culto doméstico com todo rigor mas não nos damos conta de que nossa relação conjugal não é saudável e nem um bom exemplo para nossos filhos. Tomamos o secundário por principal e esquecemos o principal. Coamos um mosquito e engolimos um bezerro.

A vida cristã transforma-se num conjunto de regras, num esquema que visa conquistar os favores de Deus na medida em que formos devidamente santos, adequados e bem comportados. E aí o ponto cego cresce e as incoerências multiplicam-se. Cantamos e oramos piedosamente e agimos impiedosamente com o próximo, mas nem percebemos. Tratamos com elevado respeito o espaço físico de culto, o templo, enquanto tratamos com desrespeito pessoas, esquecidos de que Deus ama pessoas, não templos! Antipatizamos em lugar de aprender a amar. Nutrimos medo dos que taxamos como pecadores e merecedores do castigo divino, temendo que nosso acolhimento represente um incentivo à vida que levam e que isso abra a porta de nossa vida para o mal. De onde veio isso? Não do Evangelho de Jesus, pois nada tem a ver com Sua atitude!

Jesus disse que veio trazer vida plena para nós. Uma vida que não se limita às nossas condições físicas ou sociais. Uma vida que se estabelece em nós e nos amplia por dentro. E assim vamos crescendo e ficamos maiores por dentro que por fora. Em nós passa a caber mais e mais quantidade do amor de Deus, da misericórdia de Deus, da graça de Cristo, do consolo do Espírito que vão transbordando e alcançando outros. E cada vez mais e de múltiplas formas aprendemos a produzir o fruto do Espírito. Desenvolvemos linguagem, ações e posturas que lembram Deus. De modo tal que o Deus que está em todo lugar torna-se visível quando nós chegamos pois agimos em Seu Nome, inspirados por Ele. Para que seja assim é preciso que estejamos em conversão constante. Diariamente. Ininterruptamente. Até o dia de Cristo! (Fl 1.6) 

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