Um chamado a responsabilidade

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“Seja forte e corajoso, porque você conduzirá esse povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados” (Js 1.6).

Josué foi compelido a enfrentar uma responsabilidade inesperada. Moisés tinha morrido, a tarefa continuava e a obra de Deus precisava ter prosseguimento; assim sendo, a tarefa de conduzir aquele povo à terra que Deus havia prometido, requeria um novo líder. Moisés, por assim dizer, passou a tocha para Josué, a fim de que este pudesse levar a bom termo a missão que o primeiro havia começado.

Deus habilitou Moisés a conduzir o povo, e agora a mesma coisa aconteceria com Josué. Quando Deus chama a um homem ou uma mulher para uma grande responsabilidade, Ele concede, antes de mais nada, a capacitação e o encorajamento. O poder de Deus é maior que as tarefas que precisam ser efetuadas.

Assim como Deus usou Moisés e depois Josué para libertar o Seu povo da escravidão, Ele quer nos usar também para a continuidade de Sua obra neste tempo, e isso, deve ser encarado por nós como um grande privilégio. Devemos entender que fomos remidos pelo sangue de Jesus e passamos a pertencer a Ele e, consequentemente, devemos viver para servi-lo da melhor forma possível. Por isso, todos os que são chamados para firmarem um compromisso com o Reino de Deus, não podem fugir a esta grande, mas doce responsabilidade.

É importante lembrar também que cada um tem a sua responsabilidade, não há como escapar ou passar para outro. Um grande exemplo que Jesus nos deixou, foi a parábola dos dez talentos, na qual o senhor daqueles servos, ao retornar, cobrou de cada um o que lhes havia confiado. Talento quer dizer servir ao Reino.

Jesus também disse que há poucos trabalhadores para o grandioso trabalho da obra de Deus. “E lhes disse: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita’” (Lc 10.2). Jesus fez essa triste constatação de que haviam poucos trabalhadores, contudo em momento algum disse que essa era uma realidade que não tem saída. Pelo contrário, Jesus deu uma solução interessante para a resolução dessa questão: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.38).

Billy Graham, um pregador Batista norte-americano, considerado o maior evangelista de todos os tempos, disse: “A colheita evangélica é sempre urgente. O destino de homens, mulheres e nações está sempre sendo decidido. Toda geração é estratégica. Não somos responsáveis pelas gerações passadas e não podemos carregar toda a responsabilidade pela futura, mas temos a nossa própria geração. Deus nos terá como responsáveis pelo modo como cumprimos nossa responsabilidade para com essa geração e como aproveitamos as oportunidades”.

A Moisés, Josué e a todos os que se dispõem a seguir o plano de Deus lhes são garantidas as graças necessárias para as missões que lhes são confiadas.

Pr. Silvio Alexandre de Paula – Extraído do OJB 

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