Que tipo de pastor eu sou?

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Ser pastor é transitar por uma vocação e não por uma vacação. O pastor é um  homem chamado por Deus para a excelente obra do ministério. Então, pastorado não é profissão, mas vocação com implicações físicas, emocionais, éticas e espirituais. O fato de ser pastor passa pelo crivo de Deus. Deus não convoca ocioso, mas ocupado. Deus não quer trabalhar com mascote, mas com um homem segundo o Seu coração que apascente o Seu povo com ciência e inteligência (Jeremias 3.15). O pastor é um homem que se dispõe a servir com o amor de Jesus Cristo, o nosso Supremo Pastor. Sabemos que ministério pastoral não é aventura. Não é uma moda e nem um status. O pastor autêntico é aquele que se regozija com a honra de Cristo Jesus. A honra do ministério é do Senhor que nos comprou com o Seu precioso sangue e nos chamou com uma santa vocação (1 Pedro 1.18).

Que tipo de pastor eu sou? Acomodado, descansado, preguiçoso, inseguro, fraco na liderança, medroso para tomar decisões, tímido, acanhado, orgulhoso, vaidoso, frio, rancoroso, de visão estreita, invejoso, aproveitador? Que tipo de pastor o Senhor quer que eu seja? Certamente amoroso, manso, humilde, que tenha auto-domínio, equilibrado, estudioso da Palavra, relacional, misericordioso, firme na doutrina, que faz a obra de um evangelista, curioso para aprender, firme na fé, obediente, santo, justo, visionário, proativo, íntegro, encorajador, motivador, amante dos livros, que tenha paixão pelas pessoas, missionário, paciente e  piedoso.

Como pastor, preciso submeter-me ao senhorio de Cristo, ter o discernimento do Espírito, evitar brincar no púlpito, ser respeitoso, homem de oração, homem da intimidade com o Senhor. O autêntico obreiro de Deus é um homem comprometido  com a mensagem da cruz, com o evangelho genuíno às raias da morte. Também, é um treinador de pessoas formando-as para exercerem o ministério da igreja local, pois não há sucesso sem sucessor. O obreiro de Deus é assíduo e pontual. Cumpre seus compromissos com muita seriedade. É um exemplo dos fiéis na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza (1 Timóteo 4.12). Seus relacionamentos são pautados pelo respeito e consideração. Uma das marcas indeléveis do pastor é a autenticidade. Não é um homem de coração dobre, mas de um coração inteiro.

Exige-se do pastor genuíno que ele seja um excelente esposo, pai, filho, irmão e cidadão. Que ele cumpra todos os seus compromissos. Que a ninguém deva nada a não ser o amor fraterno com que deve amar o próximo (Romanos 13.8). O ministro é um homem íntegro, puro, sério e generoso. O homem de Deus é um ser que está disposto a morrer pelo Evangelho. Está pronto a dar o melhor de si pela causa de Cristo Jesus (Atos 20.24). Ele pode dizer como Paulo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1.21). É um homem crucificado com Cristo Jesus (Gálatas 2.20). Que vive o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22,23).

O homem chamado por Deus para a obra gloriosa do ministério não está preocupado com dinheiro. Ele sabe que ao cuidar muito bem do rebanho de Deus, o mesmo Deus cuidará muito bem dele. Ele foge da vaidade da mocidade. Não fica ansioso. Não é inseguro em relação às situações de carência financeira. Ele tem convicção de que Deus suprirá todas as suas necessidades em Cristo Jesus (Filipenses 4.19,20). Ele é um homem que tem a sua satisfação em Deus e descansa na Sua fidelidade. Não teme o futuro porque o Senhor já está lá. O homem de Deus é o homem da Palavra e de palavra. Ele ama a Palavra de Deus como o salmista expressa: “Oh, quanto eu amo a Tua Lei. Ele é a minha meditação todo o dia” (119.97).

 O tipo de pastor que o Pai exige é o de Cristo Jesus. Ele deu a Sua vida por nós na cruz. Ele é o princípio e o fim do ministério. O pastor não depende de homens, mas de Deus. Não faz negociata para ficar em determinada igreja. Ele tem a corda no pescoço e não na barriga.Ele está absolutamente comprometido com o Deus Provedor e Protetor. Com Aquele que é toda a sua suficiência. Ele também pode dizer como Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Ele não busca cargos, mas cargas.

Que tipo de pastor eu sou? Conformado com o Senhor Jesus na Sua vida e na Sua morte? Tomando a cruz e seguindo-O? (Mateus 16.24-27). Deixando todo o embaraço e o pecado que tenazmente o assedia, ele corre com perseverança a carreira que lhe está proposta, olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé (Hebreus 12.1,2). A maior aspiração do verdadeiro pastor é parecer-se com o Senhor Jesus. O que o pastor genuíno deseja, acima de tudo, é glorificar Aquele que lhe deu a vida física, a salvação, vocação, família, igreja e as demais coisas. Como pastor que eu seja o tipo de Cristo Jesus!

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Colunista deste Portal
www.oswaldojacob.com

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