Salvos para Servir – III

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“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2.8-10)

Precisamos encontrar a lucidez própria dos seguidores de Jesus. Esse mundo religioso (e sem religião) está muito louco! Em nome de Deus e também por desprezo a Deus, coisas mais esquisitas acontecem. Esta semana recebi uma foto da fachada de um templo. Nela estava exposto o nome da igreja: Igreja Quadrangular do Triangulo Redondo. E lá estavam as imagens, em sequência, de uma cruz, uma quadrado, um triangulo e círculo. Espero que seja uma montagem! Mas pode ser que seja verdade. Precisamos de lucidez. O Evangelho da Graça que contraria a nossa lógica do mérito é muito lógico e cheio de bom senso quanto à vida. Ele nos renova, nos fortalece e nos possibilita equilíbrio. Pela Graça somos envolvidos na comunhão divina e podemos aprender, podemos receber sabedoria. Precisamos entender nosso lugar na história e ser protagonistas das boas obras pensadas por Deus para as praticarmos. Elas são boas obras e promovem a vida!!

Seria tão bom se todos nós, cristãos, gente que experimenta Graça, nos uníssemos mais, nos doássemos mais. Seria tão bom se aprendêssemos mais sobre a centralidade do amor e sobre como amar. Seria tão bom se aprendêssemos mais sobre pessoas, se compreendêssemos mais uns aos outros, se discerníssemos mais as complexidades, feiúras e belezas do coração humano. Mas vivemos orgulhosos do quanto sabemos sobre Deus! Se entendêssemos mais de nossa missão, compreendendo que ela nos chama à encarnação, à história, às pessoas… seria tão bom! Como seria diferente e melhor se, em lugar de nos desencarnarmos, celebrássemos Deus em nossa carnalidade! Note: refiro-me a humanidade (carnalidade) e não à maldade (carnalidade). Não me leia mal! Por falar nisso, seria tão bom se lêssemos melhor nossas Bíblias e ela nos inspirasse a jugar menos, acolher mais, cuidar mais de nossas traves e menos dos ciscos dos olhos dos outros. Se entendêssemos que Deus não precisa de defensores! As pessoas é que precisam!!! Por isso Cristo, à direita do Pai, intercede por nós! Para que nada nenhuma acusação contra nós prevaleça! (Rm 8.33-34) Acusar é função de outro, que nada tem com o Evangelho!! Será que não percebemos?!

Paulo Cesar Baruk pode nos inspirar com sua poesia. Ele fala de como seria bom! Ele diz: “Seria tão bom se o que a gente fala fosse pura compaixão, amor, cuidado e zelo por aquele nosso irmão. Seria tão bom! Seria tão bom se o conhecer a Deus, fosse mais que religião. Fosse amor e obediência pelo autor da criação. Seria tão bom! Parar na estrada, se aproximar e, além das palavras, querer ajudar. Chegar bem mais perto e, sem escolher, fazer o que é certo: cuidar e acolher. Ai Pai, faz de mim alguém parecido Contigo. E então, transforma o meu eu e esse jeito de ser tão altivo. Quero me parecer Contigo! Seria tão bom!” Podemos fazer as coisas ficarem melhores! Podemos ser cristãos e igrejas que protagonizam o que seria tão bom! Não podemos desistir e nem nos acomodar. Precisamos seguir juntos, animando uns aos outros, aprendendo uns com os outros. Fazendo nossa voz mais audível e nossa presença mais sentida, de um jeito positivo. Já tem gente demais para atrapalhar. Vamos responder a tudo isso! Se não vivermos pela Graça, perderemos a graça da vida. Que a Graça prevaleça! 

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