Um alerta para a comunidade cristã: Por que não devemos terceirizar a fé?

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Nos tempos agitados do mundo contemporâneo, muitos buscam praticidade para atender todas as demandas da vida com a maior segurança e no menor tempo possível. As soluções tecnológicas cada vez mais cumprem esse papel de facilitar e auxiliar a vivência no dia a dia. Desta mesma forma, muitos vivem a espiritualidade apoiada na experiência de intermediários, deixando de experimentar a maravilhosa realidade da comunhão profunda com Deus.

Esse novo padrão de comportamento, no entanto, ameaça engolir algo precioso e que não pode ser delegado: a fé. Pensando nisso, Tomás Camba, pastor de jovens da Igreja Batista do Morumbi, lança pela Editora Mundo Cristão a sua mais nova obra, Terceirização da Fé: Assuma a responsabilidade do seu relacionamento com Deus.

Neste livro, Tomás propõe uma reflexão sobre os perigos da fé alicerçada na intermediação de outras pessoas, pois isso exclui a oportunidade única e íntima da comunhão direta com Deus. Além disso, o autor mostra que o resultado desse ato é um cristianismo infrutífero, estagnado, amargo e incapaz de perceber a beleza que reside no Deus que é Todo-poderoso mas igualmente puro amor.

Trazendo reflexões sobre a terceirização da fé – fenômeno que está presente em toda história da igreja, o escritor apresenta maneiras de sincronizar o coração ao do Pai e mostra, por meio de sua obra, que caminho seguir para voltar a amar a Palavra, como se guiar por Cristo novamente e como rejeitar vozes que não são a do Bom Pastor. Tomás faz com que os leitores enxerguem a libertação pessoal que há em Deus e o caminho de intimidade que está aberto a todo cristão que ama o Senhor. 

Conforme aponta, a ação de terceirizar a fé não é um equívoco cometido apenas por novos convertidos, mas também por cristãos mais experientes. Tal situação os leva a não vivenciar um encontro pessoal com Jesus, apesar do tempo de igreja. Além disso, Tomás Camba faz um alerta para que pastores e líderes reconheçam que não são gurus espirituais, mas pessoas levantadas por Deus para ajudar outras a amadurecer na fé. 

“Pastores e líderes devem rejeitar a ideia de tornar outros dependentes de suas pregações ou de seu modelo de espiritualidade. Quando os líderes sucumbem a isso, a igreja se esvazia e mergulha no pseudoevangelho, cuja voz audível deixa de ser a de Cristo e de seus ensinamentos revelados nas Escrituras.” (Tomás Camba)

Biblicamente fundamentado e escrito com linguagem acessível, a obra é um estímulo à oração fervorosa, à meditação na Palavra, à solitude e ao tempo de qualidade com as pessoas e com o Criador, posturas contrárias ao estilo de vida frenético que assola o vigor espiritual de muitos. Assim também é um eloquente chamado à esperança, à alegria e ao entusiasmo, por meio da certeza de que Deus está interessado em manifestar-se a seus filhos amados e torná-los participantes de sua glória.

Sobre o Autor: Tomás Camba é pastor de jovens na Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo (SP), e professor de teologia e filosofia. Casado com Thayna Karen, é pai de Agatha.

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