A proximidade verdadeira

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“Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17.20-21)

O que é verdadeiro e o que é fake? (Palavra recente – e útil – do nosso cotidiano) Este é um dos desafios desse nosso mundo. Temos muitas opções de materiais que imitam outros. Desenvolvemos métodos que produzem resultados a partir da aparência. Podemos parecer mais jovens que somos. Podemos comprar um jeans velho e surrado, mas “novinho em folha”! Podemos comprar “antiguidades únicas” que foram fabricadas em série no mês passado! Temos também as relações aparentes. Sorrisos e gentilezas, intimidades e amizades que só existem na superfície de nossa vida. Um material ou objeto que é apenas uma imitação do verdadeiro não chega a ser um problema. Normalmente sabemos que é assim. Mas nas relações interpessoais a coisa é bem mais séria. Há muita gente falsa por aí, inclusive nas igrejas, infelizmente. Neste período em que obrigatoriamente nossas relações estão mais restritas, talvez seja um bom momento para refletirmos sobre tudo isso e melhorarmos. Nossa fé é a fé do arrependimento e do recomeço!

Precisamos ter como padrão uma proximidade verdadeira, e não qualquer dos tipos falsos.  Precisamos aprender a amar as pessoas e não usarmos movidos por interesses. Precisamos melhorar afim de desfrutarmos mais saúde pessoal e comunitária. Afinal, somos seguidores de Cristo e de Seu Evangelho! Uma igreja saudável pode causar um impacto muito positivo, nesses tempos em que a fé anda tão adoecida! Jesus orou por nós, pedindo ao Pai que fossemos um, como Ele e o Pai são um. Um padrão de relacionamento onde não há espaço para falsidades. Por sermos pecadores e falhos, nossas relações estarão sempre sujeitas às nossas limitações. Porém, há um limite que separa nossa condição de seres humanos limitados e falhos de outra, que nos faz falsos e manipuladores. Imitações baratas do cristão que deveríamos ser. Pessoas dissimuladas, fingindo um amor que não temos. Fazendo-nos os amigos e irmãos que não somos. Encobrindo falta de amor, de respeito e de consideração, com uma máscara que imita a simpatia. Uma proximidade falsa não faz bem a ninguém. Especialmente a quem a pratica.

Neste período de distanciamento físico, podemos investir numa proximidade verdadeira. Vamos firmemente agir com mais amor, respeito e consideração. Podemos, mesmo distantes, seguir juntos. Podemos nos manter unidos nos compromissos, nos momentos on line com os demais irmãos, ouvindo as mesmas palavras e cantando as mesmas canções. Haverá pessoas dedicando-se para servir a você nesses momentos. Valorize isso! Apoie! Participe! Use as redes sociais para o que for verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama e o que for excelente e digno de louvor (Fl 4.8). Neste período podemos aprender preciosas lições. Podemos voltar à normalidade muito mais fortalecidos em nossa proximidade, amizade e unidade, como cristãos e como igreja. Depende de nós! Nesse momento estamos sob risco de contágio pelo COVID-19. Sejamos cuidadosos! Há dois mil anos Jesus orou por nós e temos um chamado para viver em comunhão e amor. Sejamos obedientes!

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