A pandemia e a escolha de Sofia

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A expressão “Escolha de Sofia” ficou marcada na história a partir da narrativa de um filme americano dirigido por Alan J. Pakula na década de oitenta. Esse drama narra a história de uma mulher polonesa que foi presa no centro de concentração de Auschwitz durante a II guerra mundial e que foi obrigada por um oficial nazista a tomar uma decisão perturbadora. Ela tinha dois filhos e lhe foi concedida a opção de escolher um para ser salvo, caso viesse se recusar a fazer tal escolha, ambos seriam mortos. As autoridades mundiais estão vivendo esse triste dilema em meio a esta terrível ameaça global chamada corona vírus.

Eu não gostaria de estar na pele do presidente Bolsonaro neste momento. Ele precisa decidir entre tomar medidas drásticas se quiser diminuir os riscos de mortes em grandes escalas ou proteger a economia, a fim de minimizar os danos e ainda evitar um possível caos social. Ambas as decisões implicam em possíveis resultados indesejáveis. Para piorar ainda mais a sua situação, vivemos um momento delicadíssimo em nosso país onde se uniram todos: Políticos corruptos, dos diversos partidos e esferas governamentais, liderados pelos presidentes da Câmara e do Senado e alguns Governadores junto com os piores e mais inescrupulosos Ministros do STF da história deste país (na sua maioria indicados pelo ex-presidiário Lula e Dilma) e parte da grande mídia, corrompida, tendenciosa e faminta por recursos que, até então, vinham em suas mãos com a simples tarefa de abafar toda a podridão dessa corja toda. Essa turma viu no vírus a grande oportunidade de derrubar o presidente, com um detalhe todo especial, sem se importar com o número de vítimas a serem afetadas direta e indiretamente. Agindo todo o tempo como urubus a sobrevoar a sua presa ferida, torcendo para que a morte chegue o mais rápido possível e, assim, lhes sacie a sua fome compulsiva.

Num momento crítico como este é preciso que tenhamos muito equilíbrio, responsabilidade, discernimento e amor ao próximo, pois uma decisão errada pode causar danos irreparáveis e de grandes proporções. Não sou médico, mas, vou me atrever a falar um pouco sobre o tratamento do câncer. Aprendi um pouco sobre essa doença quando tratamos do nosso pai que lutou contra ela por um período de aproximadamente três anos. A maioria dos tumores malignos são tratados a base de quimioterapia e radioterapia e visam basicamente matar as células cancerígenas. O grande dilema é que esses tratamentos possuem muitos efeitos colaterais, dentre eles, mata não apenas as células doentes, mas, também as sãs. Todavia, a possível cura do paciente está diretamente ligada a dosagem desses medicamentos, pois, aplicadas em excesso, matará não apenas o câncer, como também a pessoa.

Quero acreditar que os governadores do Estado do Rio de Janeiro e de São Paulo, principalmente, ao decretarem o isolamento horizontal, inclusive, extrapolando as suas esferas de responsabilidade ao interferirem no trânsito de rodovias federais, tinham a mera intenção de poupar vidas e conter a pandemia. Mesmo que a intenção fosse somente essa, eles cometeram alguns equívocos que não são aceitáveis por parte de autoridades com tamanha responsabilidade. Primeiro, extrapolaram o seu poder ao impedirem a circulação de pessoas entre os Estados. Segundo, eles tinham que trabalhar de acordo com as orientações do governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, obedecendo aos princípios de autoridade estabelecidos pela nossa constituição. Terceiro, eles usaram dosagens excessivas que poderão levar o país ao caos social se não voltarem atrás nos próximos dias, ou seja, quem escapar do vírus morre de fome.

Alguns médicos, dentre eles, infectologistas, já se pronunciaram afirmando que esse vírus é menos agressivo do que o H1N1; que é tratável e de pouca letalidade para pessoas jovens e que não possuem outros tipos de doenças incapacitantes; que o motivo de tantas mortes na Itália se deu em virtude de uma população muito idosa e um clima desfavorável; que o tempo de duração de uma pandemia como essa gira em torno de treze semanas e que todos futuramente serão infectados, apesar dos procedimentos a serem adotados quanto a isolamentos horizontais.

A grande mídia está tentando insistentemente desvincular a economia do tratamento contra a pandemia, mas, na verdade, ambas estão interligadas. Separá-las seria praticamente impossível, segundo avaliação de diversos especialistas. O caos social, como por exemplo, os saques a supermercados e muitos outros desdobramentos gerados pela ruptura total da economia advindos de uma postura radical contra essa epidemia pode matar muito mais do que o próprio corona vírus.

Já passamos por crises parecidas como essas no passado recente e a população quase nem percebeu. Alguém pode questionar como pode ser isto verdade? O momento político era outro. O país estava afundado em corrupção e todos abafavam tudo. Nunca vi um presidente ser tão questionado como esse. Uma tremenda falta de respeito com a grande maioria da população que o elegeu democraticamente para fazer exatamente o que ele prometeu durante a sua campanha. A esquerda governou este país por longos 20 anos e causou o maior escândalo de corrupção da história da humanidade e entregou o país quebrado para o seu sucessor. Deixem o presidente eleito realizar o seu trabalho em paz! Um colegiado de ministros escolhidos por critérios exclusivamente técnicos há muitos anos não vistos em governos anteriores no chamado presidencialismo de coalisão que foi um dos grandes responsáveis pela institucionalização da corrupção.

Portanto, o melhor a fazer neste momento de crise é agirmos com equilíbrio e sem pânico, cuidando dos nossos idosos e portadores de doenças crônicas (isolamento vertical); continuarmos fazendo uso de todos os cuidados higiênicos recomendados pelo Ministério da Saúde; evitarmos aglomerações voltadas apenas para o entretenimento; evitarmos sair de casa desnecessariamente. E, acima de tudo confiarmos na soberania, cuidado e amor do nosso bondoso Deus.

Juvenal Mariano de Oliveira Netto – Membro da PIB em São Pedro da Aldeia/RJ – Líder do Ministério de Evangelismo e Discipulado – Bacharel em Teologia pela Faculdade Aplicada de Teologia e Filosofia (FATEF) – Escritor do Livro “Criando Raízes”

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