A submissão Cristã

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“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5.23).

Uma verdade fortemente estabelecida neste versículo é: No processo de submissão da Igreja a Cristo está o processo de submissão de cada cristão a Cristo; e a total submissão de Cristo ao Pai.

Não se pode negar a história, e dizer que não houve encaminhamentos, em nome da obediência a Cristo, que levaram a Igreja e, nela, os fiéis, a tomarem atitudes que se revelaram em falsa submissão. Esses foram acontecimentos reais e que desvirtuaram o sentido de submissão.

Qual seria o motivo? Creio que todo o ser humano tem o poder de cegar o seu amor e fazer escolhas nada condizentes com a sua natureza cristã.

Os que acreditam que a submissão de uma mulher ao marido seja algo inaceitável, certamente também vão objetar, dizendo que, o amor de Cristo pela Igreja não é deste mundo, por isso então, tal amor só seria perfeitamente possível, somente para a divindade de Jesus Cristo, nunca por meio de sua humanidade.

Nada disso! O amor de Cristo pela Igreja, é, ao mesmo tempo, divino e humano. Esse amor nunca foi interrompido e se torna um elemento de inspiração e crença, para que cada cristão não se deixe desmotivar quanto ao amor de um pelo outro, sobretudo na vida em família e no relacionamento matrimonial.

Quando um cristão decide avaliar o peso da exigência, do amor que é requerido do esposo, por sua esposa, a exemplo do de Cristo, pela sua Igreja; descobre imediatamente que esse amor manifesta a sublime finalidade do seu chamado para ser um cristão: amor sacrificial.

A esposa, que encontra em seu esposo tal amor, não terá dificuldade alguma, em seu relacionamento matrimonial, de compreender o sentido da sua “submissão”. Ela compreenderá que sua submissão não é rebaixamento, mas exaltação, pois, pelo amor, um pertence ao outro.

Como é incondicional o amor de Cristo pela Igreja, assim deve ser o amor do esposo pela esposa, e da esposa por seu marido.

Assim, o esposo, que ama a sua esposa, como Cristo ama a Igreja, ama definitivamente a si mesmo e realiza o mistério contido em Gênesis 2.24. Ser “uma só carne” é o ápice da comunhão à qual podem chegar os esposos. Como Cristo forma um só corpo com a Igreja, o esposo forma um só corpo com a esposa. Em outras palavras: como Cristo pertence à Igreja, o esposo pertence à esposa; como a Igreja pertence a Cristo, a esposa pertence ao esposo.

No amor cristão, pertencer ao outro não é um ato de dominação, e sim, comunhão de vida.

Esse é o único sentido possível de submissão cristã.

Que Deus abra nossas mentes para compreendermos essa tão poderosa verdade.

Pr. Carlos Elias S. Santos

Convenção Batista Fluminense
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